Natalia Estemirova, jornalista que investigava abusos do governo russo e de seus títeres locais na Chechênia, foi encontrada morta na última quarta-feira, com marcas de tiros na cabeça e no peito. Estemirova era próxima da também jornalista e também assassinada Anna Politkovskaya(morta em 2006; virou prêmio, recebido em 2007 por Natalia) e de advogado que lutava contra a libertação do coronel Yuri Budanov, autor confesso do enforcamento de uma jovem chechena - advogado que teve em janeiro desse ano o mesmo fim encarado pelas suas duas companheiras de luta.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Pintando cadáveres
Mais dois na conta de Vlad, o ex-agente da KGB que é dublê de premiê e pintor na Rússia: na segunda-feira, um advogado que lutava contra a libertação de coronel que é assassino confesso foi morto a tiros no centro de Moscou por um homem mascarado, que ainda atingiu também fatalmente uma jornalista que acompanhava o alvo do ataque. Yuri Budanov, o militar libertado, assumiu ter enforcado a jovem tchechena Heda Kungayeva em 2000 - o que explicou acusando-a de integrar a irridente insurgência separatista de região.
Não se sabe ainda (e talvez jamais se saiba) se houve ordem direta do Kremlin para assassinar o advogado - Budanov é um herói para vários grupos nacionalistas russos que podem perfeitamente ter planejado e executado o crime sem qualquer participação estatal. Mas sabemos também que é característica de diferentes regimes de força de ontem - ver fascismo italiano e nazismo, por exemplo - e de hoje - o post abaixo é um dentre muitos exemplos possíveis sob o Chavismo - contar exatamente com milícias e afins que farão parte do trabalho sujo mais ou menos independentes do poder central, alimentadas por diferentes graus de impunidade e por lideranças carismáticas (ler Ian Kershaw para Hitler) cujos desígnios e tendências muitas vezes são apenas sugeridos a fiéis que se acostumam a deduzir quais seriam as melhores expressões concretas para a única fonte real de legitimidade, a "vontade do líder". Certamente a Rússia de Putin não é um fascismo, mas esse e outros fatos ocorridos sob a égide do ex-presidente (e ainda mandatário-mor) nos deixam claro que ela também está muito longe de ser uma democracia.
Não se sabe ainda (e talvez jamais se saiba) se houve ordem direta do Kremlin para assassinar o advogado - Budanov é um herói para vários grupos nacionalistas russos que podem perfeitamente ter planejado e executado o crime sem qualquer participação estatal. Mas sabemos também que é característica de diferentes regimes de força de ontem - ver fascismo italiano e nazismo, por exemplo - e de hoje - o post abaixo é um dentre muitos exemplos possíveis sob o Chavismo - contar exatamente com milícias e afins que farão parte do trabalho sujo mais ou menos independentes do poder central, alimentadas por diferentes graus de impunidade e por lideranças carismáticas (ler Ian Kershaw para Hitler) cujos desígnios e tendências muitas vezes são apenas sugeridos a fiéis que se acostumam a deduzir quais seriam as melhores expressões concretas para a única fonte real de legitimidade, a "vontade do líder". Certamente a Rússia de Putin não é um fascismo, mas esse e outros fatos ocorridos sob a égide do ex-presidente (e ainda mandatário-mor) nos deixam claro que ela também está muito longe de ser uma democracia.
sábado, 27 de setembro de 2008
O riquíssimo futebol brasileiro chega à Ásia Central.
Zico assinou no último dia 22 um contrato para treinar o time do Bunyodkor (onde jogam os também brasileiros Rivaldo e Luisão), do Uzbequistão, país centro-asiático cujo governo expulsou recentemente um representante da Human Rights Watch e "famoso" pelo massacre de Andijan. [Servirá ao menos para atrair a atenção de alguns aqui? Para a maioria de nós o Uzbequistão é no máximo "um país com prostitutas menos limpas que as do Cazaquistão", segundo renomado jornalista cazaquistanês/cazaque]
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Que comecem os jogos
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
domingo, 9 de março de 2008
26% dos brasileiros admitem tortura
Pesquisa revela que 26% dos brasileiros admitem que policiais torturem suspeitos.
Outro dos tantos dados preocupantes da pesquisa, publicado na edição impressa de O Globo: 21% dos entrevistados manifestaram alguma reserva - preocupação seguida de aceitação ou rejeição absoluta - a amigos realizarem casamentos "inter-raciais".
Outro dos tantos dados preocupantes da pesquisa, publicado na edição impressa de O Globo: 21% dos entrevistados manifestaram alguma reserva - preocupação seguida de aceitação ou rejeição absoluta - a amigos realizarem casamentos "inter-raciais".
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