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sábado, 17 de julho de 2010
Todos os governos têm os mesmos animais
Simpático anúncio pró-vegetarianismo da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) com a ex-Baywatch Pamela Anderson teve sua circulação proibida pelas autoridades de Montreal. Considerada "sexista", a peça publicitária apresentava o corpo de Pamela dividido e nomeado ao estilo de alguns cortes bovinos tradicionais - e adicionava à imagem a legenda "Todos os animais têm as mesmas partes. Tenha coração - seja vegetariano".
Lembra alguma coisa?
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Bad Taste
Novas leis contra o fumo na Austrália: a partir de 2012, os aussies que insistirem na crescentemente intolerável atividade de fumar precisarão também suportar aterrorizantes imagens de doenças mil (algo que não nos é em absoluto estranho, a propósito) em maços de cigarros também desprovidos de logo significativo qualquer - sim, é isso mesmo: as empresas produtoras serão simplesmente proibidas de exibirem com um mínimo de relevância suas marcas nos produtos que vendem.
E contando...
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
América sem sal
Sempre previsível e confiável, o neohigienismo: duas semanas após divulgarmos aqui que cientistas suecos escreveram artigo em defesa de uma maior taxação do açúcar - e perguntarmos quem seria a próxima vítima -, agora é a vez do famigerado FDA(órgão que regula alimentos e remédios nos EUA) anunciar que pretende estabelecer um limite à quantidade de... sal nos alimentos norte-americanos. Segundo fonte do órgão consultada pelo Washington Post, o objetivo - coisa para uma década - seria nada menos que "mudar o paladar de uma geração".
E a pergunta persiste: quanto tempo até os exercícios compulsórios de 1984?
E a pergunta persiste: quanto tempo até os exercícios compulsórios de 1984?
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Sem açúcar, com afeto
Em artigo publicado no jornal Dagens Nyheter, cientistas suecos defendem a criação de um imposto sobre o açúcar naquele país escandinavo, seguindo política que já teria sido adotada em alguns de seus vizinhos. O objetivo explícito da ação seria diminuir o consumo de doces na Suécia, encarecendo produtos muito açucarados - uma guerra econômica sanitária que, segundo os próprios cientistas, replica estratégia já adotada com sucesso contra álcool e fumo ali e em outras partes do mundo.
O próximo alvo? Gordura, carne, cafeína - o que o neohigienismo dos intervencionistas de branco (bancados ou não pelas massas "democráticas") decidir elencar como novo alvo na luta cruel que travam, coitados, para nos salvar de nós mesmos...
(Na Suécia, a coisa é ainda pior por conta da virtual universalização do serviço de saúde público: sempre podem argumentar - como fazem os nossos antitabagistas - que certos hábitos alimentares favorecem determinadas doenças e encarecem o sistema público, como se o gordinho com problemas coronários não bancasse, contribuinte que é, incontáveis serviços médicos outros - dos quais talvez jamais necessite - fornecidos a concidadãos dos quais jamais ouvirá falar na vida. A solução? Totalitarismo: uma normatização de absolutamente todos os hábitos de todos os cidadãos, para que nenhuma escolha seja jamais um peso para os demais...)
O próximo alvo? Gordura, carne, cafeína - o que o neohigienismo dos intervencionistas de branco (bancados ou não pelas massas "democráticas") decidir elencar como novo alvo na luta cruel que travam, coitados, para nos salvar de nós mesmos...
(Na Suécia, a coisa é ainda pior por conta da virtual universalização do serviço de saúde público: sempre podem argumentar - como fazem os nossos antitabagistas - que certos hábitos alimentares favorecem determinadas doenças e encarecem o sistema público, como se o gordinho com problemas coronários não bancasse, contribuinte que é, incontáveis serviços médicos outros - dos quais talvez jamais necessite - fornecidos a concidadãos dos quais jamais ouvirá falar na vida. A solução? Totalitarismo: uma normatização de absolutamente todos os hábitos de todos os cidadãos, para que nenhuma escolha seja jamais um peso para os demais...)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Game Over
Governo venezuelano aprova lei que pode levar à prisão quem produzir, importar, comercializar internamente ou mesmo apenas possuir games violentos ou outros brinquedos que sejam considerados "bélicos". Segundo as autoridades responsáveis, a medida se coaduna com os princípios de não-violência inscritos na Constituição Bolivariana de Hugo Chavéz, presidente notório por sempre basear em profundo pacifismo as políticas interna e externa de sua incessantemente perseguida revolução socialista, popular e democrática.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Estado Gordo
Na municipalidade de Dundee, Escócia, um casal perdeu a guarda de seus sete filhos sob a acusação de não proporcionarem uma alimentação saudável às crianças. Pesando atualmente 111(pai) e 145(mãe) Kg, os dois obesos escoceses e sua prole já custaram pelo menos 114 mil libras à cidade apenas em tratamentos visando reformar os hábitos à mesa - e longe dela também - da família.
Tendo o contribuinte financiado tão exorbitante e inútil projeto de reeducação alimentar, talvez fosse o caso de sugerir logo às autoridades locais que adotassem o exercício doméstico compulsório, expediente apresentado em 1984 que talvez não esteja mesmo lá muito distante da nossa realidade.
E para os pais de todo o mundo, fica o aviso: filhos sedentários(ainda que magrinhos), pouco sociáveis - tomado algum padrão científico-burocrático qualquer - ou que insistem em acreditar nas fantasmagorias religiosas dos crédulos progenitores provavelmente serão os próximos sequestrados pela sempre ciosa autoridade do Estado pai, mãe e patrão.
(Para além do tragicômico, o controle estrito sobre a educação - especialmente a infantil - é elemento central de qualquer totalitarismo - e não pode ser exercido em sua plenitude que não separando as novas gerações das influências perniciosas exercidas pelos hábitos contrarevolucionários arraigados dos indivíduos mais antigos de alguma coletividade: construir o homem novo é sempre mais fácil quando ele está separado ao máximo dos homens velhos.)
Edição
Apresentando e discutindo o post com alguns amigos, achei por bem esclarecer algo aqui: não sou em absoluto contra a existência de limitações ao pátrio poder levantadas e garantidas pelo Estado; sempre complexa, a questão dos direitos e da proteção devidos à menoridade não encontra respostas fáceis nem entre os mais razoáveis defensores do libertarianismo radical, corrente que já me parece comumente exagerada em sua oposição apriorística a qualquer coerção estatal. No caso - ainda nebuloso, sem dúvida - em questão, procurei apenas levantar as possibilidades abertas por um precedente perigoso, para dizer o mínimo: se é absolutamente aceitável (ainda que os casos particulares sejam sempre controversos, pelas definições e diagnósticos envolvidos) que pais sádicos se vejam impedidos de conduzir deliberadamente seus filhos a existências doentes, coisa bem diferente é definir (um IMC adequado, talvez? gradações de adiposidades?) quando a simples leniência ou os vícios alimentares dos genitores estarão prejudicando de tal forma uma criança que justifiquem uma intervenção governamental para proteger a saúde dos pequenos - ou nem tão pequenos assim, já que uma das filhas do casal mencionado está na flor da pré-adolescência. Dos pais, herdamos e copiamos, desde a primeira infância, hábitos e trejeitos, vícios e virtudes, todos a serem desenvolvidos ou atrofiados no contato com diversas influências ao longo da vida; como regra geral, prefiro uma continuidade desse mundo na qual as crianças permaneçam sendo criadas por indivíduos diferentemente falhos - como todos nós, que classificamos também diferentemente os erros e acertos alheios - e lidem (corrigindo ou aprofundando) com os elementos dessa herança imaterial quando adultos a uma sociedade em que o Estado definirá cada vez mais rigidamente que sujeitos são ou não merecedores de criar o filho que geraram.
Tendo o contribuinte financiado tão exorbitante e inútil projeto de reeducação alimentar, talvez fosse o caso de sugerir logo às autoridades locais que adotassem o exercício doméstico compulsório, expediente apresentado em 1984 que talvez não esteja mesmo lá muito distante da nossa realidade.
E para os pais de todo o mundo, fica o aviso: filhos sedentários(ainda que magrinhos), pouco sociáveis - tomado algum padrão científico-burocrático qualquer - ou que insistem em acreditar nas fantasmagorias religiosas dos crédulos progenitores provavelmente serão os próximos sequestrados pela sempre ciosa autoridade do Estado pai, mãe e patrão.
(Para além do tragicômico, o controle estrito sobre a educação - especialmente a infantil - é elemento central de qualquer totalitarismo - e não pode ser exercido em sua plenitude que não separando as novas gerações das influências perniciosas exercidas pelos hábitos contrarevolucionários arraigados dos indivíduos mais antigos de alguma coletividade: construir o homem novo é sempre mais fácil quando ele está separado ao máximo dos homens velhos.)
Edição
Apresentando e discutindo o post com alguns amigos, achei por bem esclarecer algo aqui: não sou em absoluto contra a existência de limitações ao pátrio poder levantadas e garantidas pelo Estado; sempre complexa, a questão dos direitos e da proteção devidos à menoridade não encontra respostas fáceis nem entre os mais razoáveis defensores do libertarianismo radical, corrente que já me parece comumente exagerada em sua oposição apriorística a qualquer coerção estatal. No caso - ainda nebuloso, sem dúvida - em questão, procurei apenas levantar as possibilidades abertas por um precedente perigoso, para dizer o mínimo: se é absolutamente aceitável (ainda que os casos particulares sejam sempre controversos, pelas definições e diagnósticos envolvidos) que pais sádicos se vejam impedidos de conduzir deliberadamente seus filhos a existências doentes, coisa bem diferente é definir (um IMC adequado, talvez? gradações de adiposidades?) quando a simples leniência ou os vícios alimentares dos genitores estarão prejudicando de tal forma uma criança que justifiquem uma intervenção governamental para proteger a saúde dos pequenos - ou nem tão pequenos assim, já que uma das filhas do casal mencionado está na flor da pré-adolescência. Dos pais, herdamos e copiamos, desde a primeira infância, hábitos e trejeitos, vícios e virtudes, todos a serem desenvolvidos ou atrofiados no contato com diversas influências ao longo da vida; como regra geral, prefiro uma continuidade desse mundo na qual as crianças permaneçam sendo criadas por indivíduos diferentemente falhos - como todos nós, que classificamos também diferentemente os erros e acertos alheios - e lidem (corrigindo ou aprofundando) com os elementos dessa herança imaterial quando adultos a uma sociedade em que o Estado definirá cada vez mais rigidamente que sujeitos são ou não merecedores de criar o filho que geraram.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Ninguém entende, ninguém explica
Em qualquer democracia minimamente digna do nome, o Presidente da República(ou o primeiro-ministro) é sempre alvo privilegiado dos mais diversos tipos de humor. Com maiores ou menores graça, sensibilidade e audácia provocativa, humoristas vários se debruçam sobre o chefe do Executivo federal e satirizam trejeitos, maneirismos verbais, tropeções retóricos(ou não), gafes diplomáticas e tudo mais que possa ser matéria de piada, produzindo uma coleção de visões em torno de um mesmo personagem que vai do chiste episódico e superficial ao comentário político mais constante, explícito e pretensioso - e tudo isso em diferentes suportes e meios de comunicação, atingindo de variadas formas boa parte da sociedade nacional e, eventualmente, internacional. Com o Presidente Lula(já há piadas prontas aqui, aliás) não foi exceção, felizmente: vítima habitual dos próprios arroubos discursivos e de singular arrogância que no mais das vezes mal e mal se esconde por trás de uma sabedoria pretensamente inerente ao coletivo dos humildes, o ex-metalúrgico e militante profissional que ora nos preside já é objeto de todo um anedotário específico, melhor conhecido quanto mais o indivíduo lê ou ouve as pérolas que Sua Excelência profere. E é a esse anedotário que somamos, sob a rubrica tragicômica, a beleza que vem abaixo:
"Indagado se a decisão fortalece a OEA, o presidente afirmou que mais do que fortalecer a entidade, a revogação da suspensão ao país caribenho foi um ato em que 'prevaleceu o bom senso', porque 'ninguém mais conseguia explicar, ninguém mais conseguia entender'.De acordo com o presidente, o período em que Cuba foi 'o patinho feio' acabou, e isso 'foi bom para o mundo'".
Isso é o Presidente Lula, falando dessa feita sobre o fim da suspensão que impedia a ditadura comunista cubana de ingressar na OEA. Para nosso digníssimo molusco-em-chefe, ninguém entende(olha a arrogância aí: ninguém, absolutamente ninguém entende o que ele não entende, justifica o que ele considera injustificável), ninguém consegue explicar porque Cuba permanecia excluída da OEA. Na fala do presidente, a situação parece beirar o surreal: a exclusão da Ilha dos(updated) Drs.Castro não teria explicação alguma, seria - ainda que não explicitado - mera birra estadounidense, mais uma (dentre incontáveis birras!) desse país imperialista e malvado que, veja só, forçaria a ausência de um país irmão em fórum de deliberação política tão fundamental para os povos de nuestra America.
Mas faltou combinar com o acaso, esse reacionário: menos de 24 após a declaração do Ungido de Caetés, o governo cubano prendeu em espetacular operação marítima um grupo de proletários desesperados que tentavam escapar das revolucionárias conquistas da república popular do povo socialista, possivelmente instigados pela incessante propaganda contra-revolucionária do Império vizinho. As fotos são reveladoras: tão intelectual e emocionalmente subjugado pelas promessas do consumismo febril e antiecológico do Tio Sam maligno, um iludidíssimo servo da gleba caribenha chega a saltar alucinado em direção ao mar, mesmo após já estar absolutamente patente que eles foram, graças ao bom Marx, devidamente abalroados e inequivocamente capturados pelos diligentes tentáculos da pátria-mãe gentil.
Tragicômico à parte, ficam as perguntas: é realmente possível ignorar imagens dessas com cinismo, disfarçá-las com ideologia? É realmente preciso ser liberal - ou conservador ou, genericamente falando, em algum grau anti-esquerdista - para se chocar com a visão do homem cubano atirando-se enlouquecidamente ao mar, pensando sabe-se lá o que, temendo sabe-se lá que castigo? É realmente possível não perceber que essas pessoas não são - e a discussão sobre políticas imigratórias fica para depois - cidadãos sendo presos por país que quer impedi-los, por algum motivo, de entrar em seu território - mas sim indivíduos sendo capturados em alto-mar e levados à força, qual escravos mesmo, para um pedaço de terra que decidiram voluntariamente abandonar, arriscando sobre isopôr ridículo as próprias vidas? Podemos de fato acreditar que o Presidente da República Federativa do Brasil, limitações culturais à parte, não consiga sequer sentir aquilo que a média da humanidade sente, quase que imediatamente, quando contempla cena tão inacreditável, tão reveladora do drama e do horror da vida em um país-prisão?
Realmente: ninguém consegue explicar, ninguém consegue entender.
PS - Dificultando ao máximo a emigração de seus cidadãos, o governo cubano só faz acompanhar a política de países comunistas congêneres, de ontem e de hoje - antes um Muro de Berlim, atualmente uma polícia costeira a catar balseros que fraquejam e traem a revolução. Por trás de tanto zelo, muita realpolitik: a saída voluntária do socialismo em construção rumo à exploração capitalista seria (e de fato foi, mesmo que restrita a um mínimo por muros, cercas, fuzilamentos) um dano enorme para as ditaduras de partido único, constituindo uma legião de dissidentes no mais das vezes enormemente dispostos a falar o quanto sofriam sob o comunismo e usufruir das benesses do sistema econômico condenado pela História. Mas há algo mais ideológico por trás da coisa: como nos mostra o excelente texto A Tortura pela Esperança, do nobre(em mais de um sentido) contista francês Villiers de L'Isle-Adam, o ideólogo - no conto dele, um inquisidor católico; discutimos depois se catolicismo é ideologia - é antes de tudo alguém que está tão absolutamente certo de possuir uma verdade suprema ignorada pelos demais que entre suas atividades se propõe, talvez principalmente, a proteger todo e qualquer ente ainda ignorante da Revelação de seus próprios pecados, de suas próprias falsas escolhas, motivadas por uma visão equívoca do mundo. No conto, o inquisidor impede um infeliz e torturado prisioneiro de fugir da condenação divina que aguardava seu corpo, lamentando mesmo e amorosamente (sim, amorosamente) que o homem não tenha entendido e aceito, no fim da vida, o pecado que cometia ao não abdicar do judaísmo e a punição que mereceria por tão vil atitude. Na ilha-prisão de Cuba, não há porque duvidar que muita gente (esfriamento ideológico e doble moral de lado) realmente lamentou pelos homens terem se atirado ao mar e, amorosamente, se vê disposta a protegê-los de si mesmos e das mentiras em que acreditam.
"Indagado se a decisão fortalece a OEA, o presidente afirmou que mais do que fortalecer a entidade, a revogação da suspensão ao país caribenho foi um ato em que 'prevaleceu o bom senso', porque 'ninguém mais conseguia explicar, ninguém mais conseguia entender'.De acordo com o presidente, o período em que Cuba foi 'o patinho feio' acabou, e isso 'foi bom para o mundo'".
Isso é o Presidente Lula, falando dessa feita sobre o fim da suspensão que impedia a ditadura comunista cubana de ingressar na OEA. Para nosso digníssimo molusco-em-chefe, ninguém entende(olha a arrogância aí: ninguém, absolutamente ninguém entende o que ele não entende, justifica o que ele considera injustificável), ninguém consegue explicar porque Cuba permanecia excluída da OEA. Na fala do presidente, a situação parece beirar o surreal: a exclusão da Ilha dos(updated) Drs.Castro não teria explicação alguma, seria - ainda que não explicitado - mera birra estadounidense, mais uma (dentre incontáveis birras!) desse país imperialista e malvado que, veja só, forçaria a ausência de um país irmão em fórum de deliberação política tão fundamental para os povos de nuestra America.
Mas faltou combinar com o acaso, esse reacionário: menos de 24 após a declaração do Ungido de Caetés, o governo cubano prendeu em espetacular operação marítima um grupo de proletários desesperados que tentavam escapar das revolucionárias conquistas da república popular do povo socialista, possivelmente instigados pela incessante propaganda contra-revolucionária do Império vizinho. As fotos são reveladoras: tão intelectual e emocionalmente subjugado pelas promessas do consumismo febril e antiecológico do Tio Sam maligno, um iludidíssimo servo da gleba caribenha chega a saltar alucinado em direção ao mar, mesmo após já estar absolutamente patente que eles foram, graças ao bom Marx, devidamente abalroados e inequivocamente capturados pelos diligentes tentáculos da pátria-mãe gentil.
Tragicômico à parte, ficam as perguntas: é realmente possível ignorar imagens dessas com cinismo, disfarçá-las com ideologia? É realmente preciso ser liberal - ou conservador ou, genericamente falando, em algum grau anti-esquerdista - para se chocar com a visão do homem cubano atirando-se enlouquecidamente ao mar, pensando sabe-se lá o que, temendo sabe-se lá que castigo? É realmente possível não perceber que essas pessoas não são - e a discussão sobre políticas imigratórias fica para depois - cidadãos sendo presos por país que quer impedi-los, por algum motivo, de entrar em seu território - mas sim indivíduos sendo capturados em alto-mar e levados à força, qual escravos mesmo, para um pedaço de terra que decidiram voluntariamente abandonar, arriscando sobre isopôr ridículo as próprias vidas? Podemos de fato acreditar que o Presidente da República Federativa do Brasil, limitações culturais à parte, não consiga sequer sentir aquilo que a média da humanidade sente, quase que imediatamente, quando contempla cena tão inacreditável, tão reveladora do drama e do horror da vida em um país-prisão?
Realmente: ninguém consegue explicar, ninguém consegue entender.
PS - Dificultando ao máximo a emigração de seus cidadãos, o governo cubano só faz acompanhar a política de países comunistas congêneres, de ontem e de hoje - antes um Muro de Berlim, atualmente uma polícia costeira a catar balseros que fraquejam e traem a revolução. Por trás de tanto zelo, muita realpolitik: a saída voluntária do socialismo em construção rumo à exploração capitalista seria (e de fato foi, mesmo que restrita a um mínimo por muros, cercas, fuzilamentos) um dano enorme para as ditaduras de partido único, constituindo uma legião de dissidentes no mais das vezes enormemente dispostos a falar o quanto sofriam sob o comunismo e usufruir das benesses do sistema econômico condenado pela História. Mas há algo mais ideológico por trás da coisa: como nos mostra o excelente texto A Tortura pela Esperança, do nobre(em mais de um sentido) contista francês Villiers de L'Isle-Adam, o ideólogo - no conto dele, um inquisidor católico; discutimos depois se catolicismo é ideologia - é antes de tudo alguém que está tão absolutamente certo de possuir uma verdade suprema ignorada pelos demais que entre suas atividades se propõe, talvez principalmente, a proteger todo e qualquer ente ainda ignorante da Revelação de seus próprios pecados, de suas próprias falsas escolhas, motivadas por uma visão equívoca do mundo. No conto, o inquisidor impede um infeliz e torturado prisioneiro de fugir da condenação divina que aguardava seu corpo, lamentando mesmo e amorosamente (sim, amorosamente) que o homem não tenha entendido e aceito, no fim da vida, o pecado que cometia ao não abdicar do judaísmo e a punição que mereceria por tão vil atitude. Na ilha-prisão de Cuba, não há porque duvidar que muita gente (esfriamento ideológico e doble moral de lado) realmente lamentou pelos homens terem se atirado ao mar e, amorosamente, se vê disposta a protegê-los de si mesmos e das mentiras em que acreditam.
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sábado, 23 de maio de 2009
O rato que ruge
No ano passado, a blogueira cubana Yoani Sánchez ganhou o Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital, honraria a ela concedida pelo prestigioso jornal espanhol El País - mas não pôde receber a comenda, pois sua viagem à pátria-mãe do cárcere ilhéu em que vive foi impedida pela quase cinquentenária nomenklatura habanera, respondendo sem dúvida ao desejo último dos inesgotáveis irmãos Castro, Cérberos máximos do quase mitológico Hades(elísio para uns, horror para outros) caribenho. Distante do céu que lhe confiscaram, restou à alma de Yoani manter o voô turbulento que ainda lhe permitem - o site Generacion Y, atualizado via tropicais artimanhas em lan houses e cibercafés hoteleiros tolerados pelo regime como salamaleque adicional (espécies de jineteras virtuais) para os europeus que compram folclore político e decadentismo urbano com moeda forte. Sofrendo o pão que o burocrata amassou para atualizar uma mera página de oposição ao regime vigente, a internauta mais famosa de Cuba ainda pode se dar por satisfeita - incomodasse via internet os poderes estabelecidos em países outros (ou não) e nossa musa involuntária poderia estar em cela de cadeia ou mesmo acolchoado(?) manicomial, acusada de fofoca virtual ou ensandecimento puro e simples.
Mas a sacanagem libertária tarda, jamais falha: em genial peça publicitária criada para a Sociedade Internacional pelos Direitos Humanos, a seção frankfurtiana da agência Ogilvy mostra o algoz de Yoani, Raúl Castro - e também Chávez e Ahmadinejad - entregando completamente a cuba libre diante da ameaçadora presença de um... Mouse, esse elemento periculoso que tende a ser cada vez mais controlado (e instrumentalizado) pelos facínoras alucinados de todos os cantos. Um humor que você não verá no Gramna - e que a quase totalidade dos cubanos, infelizmente, ainda não verá em lugar algum.
Mas a sacanagem libertária tarda, jamais falha: em genial peça publicitária criada para a Sociedade Internacional pelos Direitos Humanos, a seção frankfurtiana da agência Ogilvy mostra o algoz de Yoani, Raúl Castro - e também Chávez e Ahmadinejad - entregando completamente a cuba libre diante da ameaçadora presença de um... Mouse, esse elemento periculoso que tende a ser cada vez mais controlado (e instrumentalizado) pelos facínoras alucinados de todos os cantos. Um humor que você não verá no Gramna - e que a quase totalidade dos cubanos, infelizmente, ainda não verá em lugar algum.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Esperança nos Balcãs
Americanofilia, jeans justos, cabelos ao vento - e coloridos; histórico de resistência ao nazismo, judeus e católicos (e até ateus!) com isonomia jurídica - e respeitados socialmente; bares, cafés e boates - nos quais nenhum jihadista é bem-vindo: estamos falando de Kosovo, o surpreendentemente secularizado (segundo matéria da sempre interessante City Journal) país de maioria muçulmana que declarou unilateralmente sua independência da Sérvia em fevereiro desse ano. Como diz mais de uma vez o autor do artigo, é ótimo saber que islamismo também pode rimar com liberdade...
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Sexo à iraniana
Na primeira metade do século XX, duas distopias inglesas apresentaram visões muito diferentes da relação entre liberdade e sexo: em Admirável Mundo Novo(1932), o Estado censor e ultraplanejado alimenta um erotismo orgiástico, uma sensualidade desprovida tanto de função reprodutiva quanto de qualquer vestígio amoroso; em 1984(1949), por outro lado, o totalitarismo é associado explicitamente à castração - e o simples intercurso sexual ganha contornos libertários, seja através da fingida adesão à castidade de Julia ou na frouxa esperança depositada por Smith nos proles algo licenciosos. A questão é interessante e pode render bons debates; nesse sentido, talvez seja importante acompanharmos as observações da antropóloga iraniano-americana Pardis Mahdavi sobre o atual estado da moral sexual na República Islâmica do Irã - país que ainda apedreja adúlteras e proíbe manicures em nome de Deus. Em resenha do livro, a pesquisadora Laura Secor faz as perguntas pertinentes: qual é o real potencial subversivo de um underground profundamente sexualizado em uma sociedade reprimida? O quanto sexo casual e adultério podem significar desafio à autoridade e emancipação feminina - e o quanto esse comportamento apenas representa falta de perspectivas e adolescimento tardio, fenômenos hoje tão comuns em parte da juventude ocidental? Nesses primeiros anos do século XXI, questões como essa ainda precisam ser respondidas - ou ao menos perguntadas.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mais do mesmo no Império do Meio
Como o leitor do Libertad Matters pôde acompanhar com rara riqueza de detalhes, o governo comunista chinês não foi menos repressivo durante as Olimpíadas do que costuma ser quando se vê pouco observado pelo restante do planeta - no que contou com a complacência do COI e da quase totalidade dos líderes mundiais, sempre capazes de apresentar a covardia travestida de nobres ideais conciliatórios. Terminado o festim macabro, nada mudou no país da Paz Celestial: no dia 20 desse mês, a agência de notícias EFE anunciou que o jornalista chinês Zan Aizong foi impedido pelo governo de deixar seu país para participar de um evento sobre direitos humanos na Suíça - e ainda censurou a coluna do sujeito na internet, só para não perder a viagem. É o sino-comunismo mais uma vez zelando pela integridade mental de seus cidadãos, impedindo que tenham acesso a decadentes e deletérias fantasmagorias ocidentais...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Carol Castro e a censura
A atriz global Carol Castro é capa da edição desse mês da revista Playboy, publicação adulta mundialmente conhecida pelos seus ensaios (hoje "artísticos") de nu feminino - e, para alguns poucos, também pelas suas extensas e por vezes polêmicas entrevistas. Explicitamente voltada para o público maior de 18 anos e vendida lacrada nas bancas, a Playboy só é folheada por quem realmente se propõe a isso - e mesmo seus provocativos outdoors parecem ter sumido da paisagem urbana carioca, sugerindo talvez que também não mais existam nas ruas do restante do país. Considerando tudo isso, é difícil não qualificar como censura a recente decisão judicial que retira da revista (no caso, dos exemplares ainda a serem impressos) foto na qual Carol Castro aparece segurando um terço, com os seios à mostra e uma expressão algo compungida no rosto.
Podemos - devemos, na verdade - sempre nos questionar sobre os limites da arte, fotografia (e fotografia erótica) inclusa. Esse questionamento cabe à modelo, ao fotógrafo, ao consumidor da revista - e também a qualquer um interessado em valores como respeito ao outro e convivência civilizada. É óbvio que o tom e o potencial da foto já se anunciavam desde sempre para a modelo e para o fotógrafo, e sem dúvida cabe uma crítica de fundo a uma escolha que provavelmente considerou exatamente a celeuma que a imagem geraria - ou seja, usou-se um símbolo considerado por muitos como sagrado para vender revista, estratégia no mínimo moralmente discutível. Isso é um ponto, e talvez seja ponto pacífico - por mais que se possa justificar a cena a partir da "personagem" encarnada no ensaio, considerando também as múltiplas facetas da religiosidade popular, bem diversa do catolicismo pretendido por tantos dos nossos conservadores. O problema aqui é outro: uma modelo maior de idade consentiu em ser fotografada em uma certa pose, com um certo objeto - cuja sacralidade é reconhecida por um grupo limitado de pessoas; essa foto será exibida em revista lacrada, vendida (sim, em tese, antes que alguém levante o ponto) também apenas para maiores de idade. Nessas condições, vê a foto quem quer - internet inclusive, pois ela só surgirá na tela de algum computador caso o usuário clique em link relacionado ao caso, cabendo sempre alguma reclamação direta a site ou pessoa se o internauta desejava apenas ler sobre o imbróglio judicial e foi surpreendido pela foto, tendo ofendidas suas sensibilidades particulares. Considerando tudo isso, o resultado da decisão judicial apenas impede que responsáveis por uma revista privada veiculem foto com o consentimento de modelo e fotógrafo - e isso porque algumas pessoas (seria abuso enorme falar em "católicos" aqui, como qualquer passeio pelo Rio confirmará ao leitor) se sentiram ofendidas com o teor da imagem. Que virá depois? Para alguns poucos camponeses bolivianos, Che Guevara é santo, ente celeste merecedor de homenagens e capaz de atender pedidos complicados; censuraremos foto na qual cidadão pise em foto do carniceiro argentino? Ou adotaremos critério numérico - os católicos são maioria no Brasil, logo, não podem ser ofendidos; os fiéis de Che (que se crêem católicos, não esqueçamos) não são, e provavelmente nem tomarão contato com nossas revistas - logo podemos ofendê-los em uma delas... Quantos fiéis são necessários para estabelecer a sacralidade de algo? Inri Cristo pode ser ofendido, com foto erótica emulando o ser e suas animadas seguidoras? Ou preferiremos - como talvez queiram alguns por aí - um critério de antiguidade e respeitabilidade, com a classificação de religiões "sérias" estabelecida em sentenças judiciais?
Para fugirmos de todas essas sandices, a resposta é uma só: liberalismo. Não há sentido em sermos tolerantes com aquilo em que acreditamos, diante do que nos é caro - a própria palavra perde o seu significado original. Tolerar é exatamente suportar o que nos ofende, o que ironiza ou coloca em cheque nossos valores e crenças - e é essa uma das bases fundamentais da modernidade, ignorada por exemplo pelos islâmicos que usaram a violência contra charges supostamente ofensivas de Maomé. E entre usar da justiça e de pedras para limitar a seu gosto a liberdade de expressão alheia, a diferença é apenas de grau...
Podemos - devemos, na verdade - sempre nos questionar sobre os limites da arte, fotografia (e fotografia erótica) inclusa. Esse questionamento cabe à modelo, ao fotógrafo, ao consumidor da revista - e também a qualquer um interessado em valores como respeito ao outro e convivência civilizada. É óbvio que o tom e o potencial da foto já se anunciavam desde sempre para a modelo e para o fotógrafo, e sem dúvida cabe uma crítica de fundo a uma escolha que provavelmente considerou exatamente a celeuma que a imagem geraria - ou seja, usou-se um símbolo considerado por muitos como sagrado para vender revista, estratégia no mínimo moralmente discutível. Isso é um ponto, e talvez seja ponto pacífico - por mais que se possa justificar a cena a partir da "personagem" encarnada no ensaio, considerando também as múltiplas facetas da religiosidade popular, bem diversa do catolicismo pretendido por tantos dos nossos conservadores. O problema aqui é outro: uma modelo maior de idade consentiu em ser fotografada em uma certa pose, com um certo objeto - cuja sacralidade é reconhecida por um grupo limitado de pessoas; essa foto será exibida em revista lacrada, vendida (sim, em tese, antes que alguém levante o ponto) também apenas para maiores de idade. Nessas condições, vê a foto quem quer - internet inclusive, pois ela só surgirá na tela de algum computador caso o usuário clique em link relacionado ao caso, cabendo sempre alguma reclamação direta a site ou pessoa se o internauta desejava apenas ler sobre o imbróglio judicial e foi surpreendido pela foto, tendo ofendidas suas sensibilidades particulares. Considerando tudo isso, o resultado da decisão judicial apenas impede que responsáveis por uma revista privada veiculem foto com o consentimento de modelo e fotógrafo - e isso porque algumas pessoas (seria abuso enorme falar em "católicos" aqui, como qualquer passeio pelo Rio confirmará ao leitor) se sentiram ofendidas com o teor da imagem. Que virá depois? Para alguns poucos camponeses bolivianos, Che Guevara é santo, ente celeste merecedor de homenagens e capaz de atender pedidos complicados; censuraremos foto na qual cidadão pise em foto do carniceiro argentino? Ou adotaremos critério numérico - os católicos são maioria no Brasil, logo, não podem ser ofendidos; os fiéis de Che (que se crêem católicos, não esqueçamos) não são, e provavelmente nem tomarão contato com nossas revistas - logo podemos ofendê-los em uma delas... Quantos fiéis são necessários para estabelecer a sacralidade de algo? Inri Cristo pode ser ofendido, com foto erótica emulando o ser e suas animadas seguidoras? Ou preferiremos - como talvez queiram alguns por aí - um critério de antiguidade e respeitabilidade, com a classificação de religiões "sérias" estabelecida em sentenças judiciais?
Para fugirmos de todas essas sandices, a resposta é uma só: liberalismo. Não há sentido em sermos tolerantes com aquilo em que acreditamos, diante do que nos é caro - a própria palavra perde o seu significado original. Tolerar é exatamente suportar o que nos ofende, o que ironiza ou coloca em cheque nossos valores e crenças - e é essa uma das bases fundamentais da modernidade, ignorada por exemplo pelos islâmicos que usaram a violência contra charges supostamente ofensivas de Maomé. E entre usar da justiça e de pedras para limitar a seu gosto a liberdade de expressão alheia, a diferença é apenas de grau...
domingo, 3 de agosto de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Um salva-vidas no jardim
Na cidade inglesa de Portsmouth, nem os bebês estão a salvo do Estado: os pequerruchos só podem brincar em suas piscinas infláveis supervisionados por um salva-vidas - e os pais ainda precisam contratar um seguro contra "acidentes de funcionamento". E a lei não parece ser uma infelicidade isolada: recentemente, o dramaturgo (e adulto) Tom Stoppard, presente na última Flip, também foi protegido de si mesmo - precisou contratar dois salva-vidas para recepcionar alguns convidados em torno do ameaçador lago que mantém em seu jardim.
Diante da declaração de Stoppard, o site Ordem Livre faz a pergunta que importa: a quem realmente interessa tamanha regulação? Quem nos dá uma dica é Aylton Gomes, o nobre político brasileiro que aprovou legislação semelhante para as nossas plagas: "O funcionário que ficará responsável pela segurança em piscinas e reservatórios de água,[sic] será formado em curso ministrado pelo Corpo de Bombeiros".
Ah, sim: Aylton Gomes é bombeiro militar do distrito federal.
Diante da declaração de Stoppard, o site Ordem Livre faz a pergunta que importa: a quem realmente interessa tamanha regulação? Quem nos dá uma dica é Aylton Gomes, o nobre político brasileiro que aprovou legislação semelhante para as nossas plagas: "O funcionário que ficará responsável pela segurança em piscinas e reservatórios de água,[sic] será formado em curso ministrado pelo Corpo de Bombeiros".
Ah, sim: Aylton Gomes é bombeiro militar do distrito federal.
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sábado, 12 de julho de 2008
Propaganda: o cerco se fecha
Comissão da Câmara aprova a proibição absoluta de propagandas nos intervalos de programas televisivos infantis - e de qualquer propaganda que apresente crianças e não seja "de utilidade pública". A aprovação não é evento isolado: segue proposta da Anvisa para restringir a propaganda de "alimentos gordurosos" e a tentativa (também governamental) de proibir completamente propagandas de bebidas alcoólicas na televisão.
Mantida essa toada, daqui a alguns anos talvez nos aproximemos bastante de Cuba: o governo definirá em talão exatamente os alimentos que cada um receberá - no nosso caso, não por escassez, mas para evitar que nos matemos estupidamente a desfrutar das guloseimas do capitalismo...
Mantida essa toada, daqui a alguns anos talvez nos aproximemos bastante de Cuba: o governo definirá em talão exatamente os alimentos que cada um receberá - no nosso caso, não por escassez, mas para evitar que nos matemos estupidamente a desfrutar das guloseimas do capitalismo...
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