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domingo, 24 de agosto de 2008

Resumo dos Jogos da Nova Era

Estas Olimpíadas foram marcadas pela farsa e pela manipulação. Os comunistas fizeram de tudo para dar uma boa aparência à situação. Reportagem da Folha resume os esforços de propaganda e de maquiagem para causar boa impressão aos visitantes, atletas, imprensa e público mundial:
  1. A polícia foi às residências de ativistas políticos "pedí-los" para que deixassem a cidade durante os Jogos. Quem não quis deixá-la foi preso (exemplo: o ativista cristão Hua Huiqi);
  2. O governo oficialmente (cretinamente, melhor dizendo) permitiu a organização de protestos, desde que os manifestantes tivessem autorização. Dos 77 pedidos feitos, nenhum foi autorizado, evidentemente;
  3. Foi criada uma lista de 21 proibições de assuntos para a imprensa, entre os quais os protestos, problemas de segurança, emergências em competições e a censura à Internet.
Uma última nota: não é surpreendente a vitória da China no quadro de medalhas. Não é a primeira vez que uma ditadura lidera os Jogos, ainda mais sendo o país-sede. E, considerando a falta de moral e caráter do COI, chamadas por este de "espírito olímpico" e de "neutralidade" (o nosso grande Rui Barbosa chamaria de covardia), não será a última.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Recordar é viver: vídeo sobre os XI Jogos Olímpicos, em Berlim.

O Museu do Memorial do Holocausto dos Estados Unidos apresenta em seu site este excelente vídeo sobre as olimpíadas na Alemanha Nazista. Assim como hoje fazem os comunistas em Pequim, os nazistas usaram os jogos como um forte instrumento de propaganda para melhorar sua imagem perante o público mundial e fazê-lo esquecer as atrocidades que o regime já estava cometendo em apenas 3 anos no poder (e que aliás já era do conhecimento de muitos fora da Alemanha). E, a despeito da versão midiática corrente, eles foram muito bem sucedidos na empreitada pois, apesar das vitórias de Jesse Owens e outros atletas "não-arianos", a Alemanha foi de longe a primeira no quadro de medalhas. As palavras de Sara J. Bloomfield, diretora do Museu, referindo-se a Berlim são perfeitamente aplicáveis ao caso de Pequim: "Esta foi uma enorme perversão dos ideais olímpicos e foi uma vitória total da propaganda nazista. Isto criou a ilusão de uma nação pacífica e tolerante, e o mundo queria acreditar nessa ilusão, permitindo-se enganar completamente."

Agora, o que Pequim não tem em comum com Berlim é que o regime comunista chinês já dura quase 6 décadas, cometeu dezenas de vezes mais atrocidades do que os nazistas nos 12 anos em que estiveram no poder, está militarmente muito mais ameaçador e possui uma oposição internacional muito mais fraca, para não dizer tosca.


Não deixe de visitar o restante do site (www.ushmm.org), que possui muita documentação sobre o Holocausto e a Alemanha Nazista. Não nos esqueçamos jamais.

sábado, 10 de maio de 2008

Evolução intelectual de Leszek Kolakowski

Este artigo de Zbigniew Janowski para a First Things (leia aqui) delineia a evolução intelectual do filósofo polonês Leszek Kolakowski: de membro do Partido Comunista no pós-guerra a revisionista da filosofia marxista a, eventualmente, opositor incondicional da idéia socialista.