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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

1968, segundo os alemães orientais.

Texto da Deutsche Welle (em português) mostra que não é exatamente unânime a auto-imagem gloriosa, angelical e inocente que os europeus tem do "ano que não acabou de nos encher o saco", como diz o então simpatizante comunista Reinaldo Azevedo. Aqueles que na época estavam do lado leste do muro sofreram duras perseguições pelo apoio às reformas liberalizantes (seja lá o que isto signifique num país comunista) propostas pelos comunistas tchecoslovacos. Tais reformas acabaram esmagadas pelos tanques soviéticos no que ficou conhecido (e por nossos esquerdistas esquecido) como Primavera de Praga.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

1968 - o outro lado

Os eventos transcorridos em 1968 têm sido saudados de forma quase unânime na imprensa brasileira. Na melhor das hipóteses, temos um sopro libertário confrontando ao mesmo tempo o nefando capitalismo e a burocracia de um falso socialismo; na pior, um idealismo utópico, mas inegavelmente belo. Nesses seis textos da revista City Journal, a primavera parece menos florida - de todos os articulistas, apenas Guy Sorman produziu uma peça com poucas reservas ao período. Destaque para o texto de Sol Stern, que deve ser lido como complemento aos comentários do Hitchens desiludido com o socialismo tropical cubano.