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terça-feira, 20 de julho de 2010

In Maoist China, keyword googles you. Again.

Reportagem da Folha.com (Associated Press)

A gigante dos mecanismos de buscas cedeu à tentação do dinheiro fácil e voltará a operar na China, cumprindo a exigência de não mais redirecionar os seus usuários sino-continentais ao site de Hong Kong, que não possui filtragens de informações que atentem contra as sagradas segurança nacional e estabilidade social.

In Soviet Russia...

sábado, 17 de outubro de 2009

Síndrome da China

Aberta na última terça-feira, a 61ª edição da Feira do Livro de Frankfurt - o mais tradicional e importante encontro do mercado livreiro no mundo - enfrenta duras críticas dentro e fora da Alemanha por ter cancelado a participação em seus simpósios e debates de todo e qualquer intelectual vetado pelo governo da China comunista, país homenageado no evento desse ano. Em resposta, organizações como o PEN Club alemão estão promovendo atividades paralelas com alguns dos escritores excluídos, garantindo que ao menos longe de casa (são exilados, em sua maioria) suas críticas ao regime chinês poderão ser livremente expressas e ouvidas por quem assim o desejar.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Gibbon do comunismo

Em sua última edição, o interessante programa de entrevistas Milênio(Globo News) apresentou uma instrutiva conversa entre o sempre competente jornalista Silio Boccanera e o historiador inglês Archie Brown, autor de um calhamaço de 720 páginas recentemente lançado em seu país e entitulado simplesmente de The Rise and Fall of Communism(2009), título remetendo(como tantos outros) dificilmente por acaso ao monumental clássico Declínio e Queda do Império Romano, marco do iluminismo publicado em fins do século XVIII por seu conterrâneo Edward Gibbon. Como o antepassado mais notável, Archie também debruçou-se em fontes primárias e extraiu conclusões polêmicas, não se furtando a analisar tópicos delicados - por exemplo, os reais graus de afinidade entre o já famoso "marxismo de Marx" (a expressão vem de outro livro importante, dessa vez do francês Raymond Aron) e as trágicas e ditatoriais experiências ditas comunistas do século XX e os papéis e relevâncias de Reagan, João Paulo II e Gorbachev na crise que deflagrou o fim desses regimes no Leste Europeu. Sobre a primeira questão, Brown faz coro com as leituras conservadoras e liberais mais usuais e identifica no comunismo inequívocos males de origem, enfatizando entre eles a ausência dos tão anglo-saxônicos mecanismos de responsabilização(accountability, a tradução é aproximada) e equilíbrio entre os poderes(usa o termo checks and balances, a vertente americana da idéia) nas obras dos patriarcas Marx e Engels, silêncio explicado pelo utopismo central de uma visão totalizante pretensamente científica - salvacionismo muito bem discutido, aliás, no belo O Fenômeno Totalitário, de autoria do falecido professor uspiano Roque Spencer Maciel de Barros; sobre o segundo ponto, recusa os protagonismos comumente atribuídos a Reagan e ao Papa polonês e afirma que o governo soviético e seus vizinhos afins só implodiram por conta das escolhas de um Gorbachev reformista e crescentemente simpático à democracia, com os discursos e práticas do presidente americano apenas fortalecendo os linhas-duras de Moscou e o líder católico servindo principalmente como fonte de inspiração e conforto espiritual para alguns dos dissidentes do paraíso terreno, especialmente na Polônia.

A íntegra da entrevista está disponível no blog do programa, no post seguinte à apresentação em que Boccanera anuncia para logo uma edição brasileira do livro de Brown.

sábado, 19 de setembro de 2009

Censura à web aumenta no sudeste asiático

Governos sem recursos técnicos usam coersão e intimidação num esforço para suprimir críticas online (Wall Street Journal, 14 de setembro de 2009). Tradução livre de alguns trechos:
Malásia, Tailândia e Vietnã não possuem o tipo de tecnologia e os recursos financeiros que a China e outros países grandes usam para policiar a internet. As nações do sudeste asiático estão usando outros métodos - também vistos na China - para reprimir críticas, incluindo a prisão de blogueiros e indivíduos que publicam pontos de vista controversos online.

A Malásia recentemente tem usado sua legislação da era colonial, que permite detenção por até dois anos sem julgamento, para amordaçar blogueiros. A Tailândia tem contado com sua recém-criada Lei de Crimes Digitais para reduzir críticas à sua família real e limitar a divulgação do que o governo chama de material subversivo. O Vietnã, um país comunista autoritário [como se houvesse "comunismo democrático"], tem prendido pessoas pegas postando idéias contrárias à política governamental, e prendem também os advogados que tentam defendê-las.
Há também um infográfico interessante, com o mapa das mordaças e acesso à rede (Coréia do Norte e Irã impressionam, como sempre).



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domingo, 26 de abril de 2009

Manifestação lembra Massacre da Praça da Paz Celestial

Protesto em Hong Kong lembra o massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989. Estudantes querem que militares chineses sejam responsabilizados pelas mortes.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Império do Meio escondeu escândalo dos leites contaminados durante as Olimpíadas

O governo comunista da China sabia há meses da adulteração do leite que matou 4 bebês e adoeceu outros 53 mil, que chegou aos jornais do mundo somente em setembro deste ano, mas não permitiu que a notícia fosse divulgada evitar um desgaste durante os Jogos Olímpicos. Foi o que denunciou o jornalista chinês Fu Jiangfeng em seu blog. Como era de se esperar, o jornalista teve seu blog retirado do ar, mas ele conseguiu entrar em contato com a AFP, que relata todo o ocorrido.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mais do mesmo no Império do Meio

Como o leitor do Libertad Matters pôde acompanhar com rara riqueza de detalhes, o governo comunista chinês não foi menos repressivo durante as Olimpíadas do que costuma ser quando se vê pouco observado pelo restante do planeta - no que contou com a complacência do COI e da quase totalidade dos líderes mundiais, sempre capazes de apresentar a covardia travestida de nobres ideais conciliatórios. Terminado o festim macabro, nada mudou no país da Paz Celestial: no dia 20 desse mês, a agência de notícias EFE anunciou que o jornalista chinês Zan Aizong foi impedido pelo governo de deixar seu país para participar de um evento sobre direitos humanos na Suíça - e ainda censurou a coluna do sujeito na internet, só para não perder a viagem. É o sino-comunismo mais uma vez zelando pela integridade mental de seus cidadãos, impedindo que tenham acesso a decadentes e deletérias fantasmagorias ocidentais...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Revolução Cultural não acabou: como a China quer educar infratores de trânsito

Do Portal Imprensa. O governo de Shanghai pretende resolver seus problemas de trânsito expondo os infratores à execração pública via reportagens de TV e jornais específicas para esse fim. A prática não difere em nada dos rituais de humilhação da Revolução Cultural, quando os "transviados" eram obrigados a vestir em público cartazes com dizeres do tipo "sou um porco capitalista reacionário" e depois eram devidamente linchados por estudantes semi-analfabetos enfurecidos (talvez pelo fato de não saberem ler o que estava escrito).

Típico raciocínio esquerdista, mas encontrado há mais tempo em países islâmicos: coibir qualquer desviozinho que seja pelo temor da humilhação, da chibata ou do confisco em vez de educar pelo bom exemplo, que definitivamente nenhum destes auto-nomeados governantes perpétuos da China jamais deu ou dará um dia.

É inevitável fazer um paralelo com a nossas leis de trânsito, especialmente a Lei Seca, que, também em nome da segurança e dos bons costumes, não apenas estragam o final de semana dos motoristas responsáveis e moderados como viola o direito básico que todos têm de não produzir provas contra a própria vontade, direito que de fato já não existe no Brasil e cuja inexistência a atual enxurrada de grampos ilegais revelados atesta.

sábado, 30 de agosto de 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

Resumo dos Jogos da Nova Era

Estas Olimpíadas foram marcadas pela farsa e pela manipulação. Os comunistas fizeram de tudo para dar uma boa aparência à situação. Reportagem da Folha resume os esforços de propaganda e de maquiagem para causar boa impressão aos visitantes, atletas, imprensa e público mundial:
  1. A polícia foi às residências de ativistas políticos "pedí-los" para que deixassem a cidade durante os Jogos. Quem não quis deixá-la foi preso (exemplo: o ativista cristão Hua Huiqi);
  2. O governo oficialmente (cretinamente, melhor dizendo) permitiu a organização de protestos, desde que os manifestantes tivessem autorização. Dos 77 pedidos feitos, nenhum foi autorizado, evidentemente;
  3. Foi criada uma lista de 21 proibições de assuntos para a imprensa, entre os quais os protestos, problemas de segurança, emergências em competições e a censura à Internet.
Uma última nota: não é surpreendente a vitória da China no quadro de medalhas. Não é a primeira vez que uma ditadura lidera os Jogos, ainda mais sendo o país-sede. E, considerando a falta de moral e caráter do COI, chamadas por este de "espírito olímpico" e de "neutralidade" (o nosso grande Rui Barbosa chamaria de covardia), não será a última.

domingo, 17 de agosto de 2008

Caça às Bíblias em Pequim

Como o amigo e colaborador do blog Daniel Gurjão sugeriu há alguns posts, o governo comunista chinês parece considerar A Bíblia como livro de enorme potencial subversivo, uma arma que precisa ser apreendida antes que cause danos terríveis à estabilidade do regime. No post do Daniel, as autoridades policiais aparecem confiscando apenas um exemplar da obra religiosa, muito provavelmente privando apenas o infeliz fiel de palavras que em algum grau lhe eram caras; mas o combate a esse livro tão perigoso não esmorece, e oficiais chineses acabam de conseguir feito bem mais substantivo nessa importante empreitada: apreenderam 300 exemplares da Bíblia que estavam prestes a entrar no país, transportados por malignos missionários católicos. Fico me perguntando o quanto o povo chinês não deve a tão zelosos e eficientes funcionários, que impediram essa verdadeira invasão de páginas cristãs no país ateu...