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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
Muçulmanos e o direito ao insulto
Em um intervalo inferior a 30 dias, Londres testemunhou dois vandalismos que atingiram o seu sempre efervescente cenário cultural: no primeiro, tentou-se incendiar a residência de um pequeno editor local; menos de um mês depois, o alvo foi uma das muitas galerias de arte da cidade. Pouco repercutidos pela imprensa, esses ataques não sinalizam qualquer insólito surto de antiintelectualismo em uma capital de tantas letras e tintas; mas eles estão sim unidos por uma razão mais profunda - e por razão que pretende ser nada menos que a maior Revelação do transcendente aos homens dessa terra. Martin Rinya e Sarah Maple, respectivamente editor e pintora vitimados pelos vândalos, cometeram a audácia de ofender involuntariamente o grande Profeta Mafoma, o Maomé nosso de cada dia; como resposta, piromaníacos e uma porta destroçada. Assustado, Rinya já preferiu a autopreservação (e a autocensura) ao livro; a jovem (inglesa e muçulmana) Sarah, subitamente famosa, pretende continuar expondo seus polêmicos quadros - mas sabe que o apoio recebido da galeria pode não durar para sempre.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
As vaginas e o narcisismo institucionalizado.
Segundo o serviço público de saúde britânico, o número de cirurgias plásticas de vagina realizadas duplicou nos últimos 2 anos. Além das razões puramente estéticas de adequação ao modelo "garota da playboy", parte significativa das mulheres, jovens muçulmanas descendentes de imigrantes de primeira ou segunda geração, procuram o serviço para reconstruir o hímen, na tentativa de manter seu valor (namus) como esposa e como membro respeitável e acolhível de suas famílias. É comum em países islâmicos que os próprios pais matem suas filhas se pegas em atos imorais. Tomemos como caso recente o iraquiano Abdel-Qader que trucidou sua filha de 16 anos (com a ajuda de alguns outros familiares) por supostamente estar ela apaixonada por um soldado britânico que sequer sabia de sua existência; ele foi liberado após 2 horas de detenção, já que crimes com tal motivação são tidos como "desculpáveis" ou "compreensíveis".
domingo, 20 de julho de 2008
Um salva-vidas no jardim
Na cidade inglesa de Portsmouth, nem os bebês estão a salvo do Estado: os pequerruchos só podem brincar em suas piscinas infláveis supervisionados por um salva-vidas - e os pais ainda precisam contratar um seguro contra "acidentes de funcionamento". E a lei não parece ser uma infelicidade isolada: recentemente, o dramaturgo (e adulto) Tom Stoppard, presente na última Flip, também foi protegido de si mesmo - precisou contratar dois salva-vidas para recepcionar alguns convidados em torno do ameaçador lago que mantém em seu jardim.
Diante da declaração de Stoppard, o site Ordem Livre faz a pergunta que importa: a quem realmente interessa tamanha regulação? Quem nos dá uma dica é Aylton Gomes, o nobre político brasileiro que aprovou legislação semelhante para as nossas plagas: "O funcionário que ficará responsável pela segurança em piscinas e reservatórios de água,[sic] será formado em curso ministrado pelo Corpo de Bombeiros".
Ah, sim: Aylton Gomes é bombeiro militar do distrito federal.
Diante da declaração de Stoppard, o site Ordem Livre faz a pergunta que importa: a quem realmente interessa tamanha regulação? Quem nos dá uma dica é Aylton Gomes, o nobre político brasileiro que aprovou legislação semelhante para as nossas plagas: "O funcionário que ficará responsável pela segurança em piscinas e reservatórios de água,[sic] será formado em curso ministrado pelo Corpo de Bombeiros".
Ah, sim: Aylton Gomes é bombeiro militar do distrito federal.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
"Guns don't kill people. People kill people."*
Diretor da BBC Brasil narra a comoção que os crimes com armas brancas têm causado na sociedade britânica - foram 22 mil somente no ano passado. Os crimes são praticados principalmente por jovens contra jovens, por motivos fúteis - rivalidade de gangues, brigas de bar, etc. Na Grã-Bretanha, é proibido ao cidadão comum possuir e portar armas de fogo.
*Do inglês: "Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas."
*Do inglês: "Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas."
sexta-feira, 4 de julho de 2008
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