Protagonizado por Silio Boccanera e Anna Funder, autora do famoso e premiado Stasilândia, o último e bastante interessante episódio do programa Globo News Especial nos leva aos bastidores da medonha Stasi, a onipresente - segundo estudos, um em cada sete habitantes da Alemanha Oriental atuava como informante do órgão - polícia política retratada no filme vencedor de Oscar A Vida dos Outros.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
A bola pune
Em 1921, o jogador de futebol e hóquei sobre o gelo Nikolai Starostin ajudou a fundar o embrião daquilo que 13 anos mais tarde se tornaria o Spartak Moscou, ainda hoje um dos mais importantes e populares clubes esportivos da Rússia. Destacando-se desde cedo por sua habilidade, Starostin liderou o Spartak numa série de sucessos que culminaram em dois bicampeonatos (1938/1939) daqueles que eram os mais importantes torneios de futebol da potência comunista, o Campeonato e a Copa da URSS. Tendo conquistado esses e outros títulos e sendo idolatrado como um herói popular por trabalhadores distantes da máquina do Partido, Nikolai parecia desfrutar de especial segurança em uma nação cada vez mais dominada pelo terror político; mas em 1942, ele, seus três irmãos (também atletas do Spartak) e outros jogadores foram presos sob ordens diretas do temido Chefe da KGB Laurenti Beria - se juntando à já longa lista de reacionários acusados de complô para assassinar o ditador Stalin. Após dois anos de interrogatório na infame prisão de Lubyanka, as acusações acabaram sendo retiradas - o que não impediu Starostin de ser condenado a dez anos de frio e horror na Sibéria por supostamente "incutir sentimentos burgueses no esporte soviético". Por trás da farsa e das prisões, no entanto, se escondia apenas o fanatismo futebolístico de um torcedor poderoso demais: o carniceiro Beria era Presidente de Honra do Dinamo Moscou, time controlado pela polícia secreta que ele liderava - e que havia sido derrotado duas vezes (em uma mesma partida) pelo Spartak na semifinal da Copa da URSS de 1939, com o seu sinistro dirigente como testemunha nas tribunas de honra do estádio. Na ocasião, o Dinamo perdeu uma histórica invencibilidade em sua casa; três anos depois, o precoce boleiro-dirigente que comandou o seu algoz quase perdeu a vida pela audácia de jogar futebol contra monstros.
Essa e outras histórias estão no documentário Communism and Football, uma produção de 2006 da BBC que está sendo exibida pelo nosso canal a cabo Sportv. Acabo de assisti-lo e não sei quando passará novamente, mas o programa é bom o suficiente para justificar uma atenção diária dos nossos leitores à grade daquele que hoje sim merece ser chamado de "canal campeão".
Essa e outras histórias estão no documentário Communism and Football, uma produção de 2006 da BBC que está sendo exibida pelo nosso canal a cabo Sportv. Acabo de assisti-lo e não sei quando passará novamente, mas o programa é bom o suficiente para justificar uma atenção diária dos nossos leitores à grade daquele que hoje sim merece ser chamado de "canal campeão".
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
1968, segundo os alemães orientais.
Texto da Deutsche Welle (em português) mostra que não é exatamente unânime a auto-imagem gloriosa, angelical e inocente que os europeus tem do "ano que não acabou de nos encher o saco", como diz o então simpatizante comunista Reinaldo Azevedo. Aqueles que na época estavam do lado leste do muro sofreram duras perseguições pelo apoio às reformas liberalizantes (seja lá o que isto signifique num país comunista) propostas pelos comunistas tchecoslovacos. Tais reformas acabaram esmagadas pelos tanques soviéticos no que ficou conhecido (e por nossos esquerdistas esquecido) como Primavera de Praga.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
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