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sábado, 19 de setembro de 2009

Censura à web aumenta no sudeste asiático

Governos sem recursos técnicos usam coersão e intimidação num esforço para suprimir críticas online (Wall Street Journal, 14 de setembro de 2009). Tradução livre de alguns trechos:
Malásia, Tailândia e Vietnã não possuem o tipo de tecnologia e os recursos financeiros que a China e outros países grandes usam para policiar a internet. As nações do sudeste asiático estão usando outros métodos - também vistos na China - para reprimir críticas, incluindo a prisão de blogueiros e indivíduos que publicam pontos de vista controversos online.

A Malásia recentemente tem usado sua legislação da era colonial, que permite detenção por até dois anos sem julgamento, para amordaçar blogueiros. A Tailândia tem contado com sua recém-criada Lei de Crimes Digitais para reduzir críticas à sua família real e limitar a divulgação do que o governo chama de material subversivo. O Vietnã, um país comunista autoritário [como se houvesse "comunismo democrático"], tem prendido pessoas pegas postando idéias contrárias à política governamental, e prendem também os advogados que tentam defendê-las.
Há também um infográfico interessante, com o mapa das mordaças e acesso à rede (Coréia do Norte e Irã impressionam, como sempre).



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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Hare Bhabhi!

O Ministério da Informação da Índia recorreu em junho a uma lei recente(2000) para obrigar os provedores de acesso à internet no país a bloquearem a entrada em popular (60 milhões de visitas por mês, por volta de 80% delas originárias da própria Índia) site dedicado às aventuras de Savita Bhabhi, personagem de quadrinhos eróticos criada por Puneet Agarwal, inglês de origem indiana. Com inequívoco conteúdo "lascivo" e aparentemente capaz de "corromper e depravar" as pessoas que acessarem - acidentalmente, imagina-se! ou já seriam algo corrompidos, né? - o aterrador material, o trabalho de Puneet está agora oficialmente vetado aos indianos pelos valorosos censores governamentais, sempre ansiosos para impedir a perdição das dezenas de milhões de almas infelizes que, coitadas, se mostram sempre incapazes de resistir por si próprias às tentações do nefando onipresente.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Repórteres presos na Índia por falar mal do islamismo

Do WorldNetDaily:

Dois repórteres do jornal indiano Statesman foram presos por republicarem artigo do britânico Independent que chama o Islam de opressivo e fala que o profeta Maomé teve relações sexuais com um menina de 9 anos e ordenou a matança de judeus que não quiseram se converter. Ambos acabaram cedendo à pressão dos maometanos ofendidinhos, que invocaram inclusive uma lei que torna ilegal a "intenção maliciosa" em "ofender sentimentos religiosos". Os repórteres foram liberados mediante fiança.

Agora é oficial: está instituída na Índia a polícia do pensamento. Nada impressionante para os padrões brasileiros, é verdade...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mais perseguição anti-cristã na Índia: recompensas são oferecidas pelas cabeças de fiéis.

Do WorldNetDaily:

A onda de violência anti-cristã a Índia só piora: reportagem do WND narra que os grupos hindus que já mataram cerca de 60 cristãos (ou 500, caso sejam comprovadas as denúncias de maoístas locais) agora estão oferecendo dinheiro, comida e até bebida alcoólica a quem assassinar cristãos e destruir suas casas. A recompensa pela cabeça de um pastor morto chega a 250 dólares.

Relembremos o saldo total da destruição desses "filhos de Gandhi":
  • 60 mortos (500, se confirmadas as denúncias);
  • 18 mil feridos;
  • 200 igrejas destruídas;
  • 5000 casas queimadas;
  • 13 escolas e centros sociais vandalizados;
  • mais de 50 mil refugiados.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cristãos são perseguidos na Índia e polícia é acusada de omissão

A Índia é conhecida pela grande espiritualidade de seu povo e pela tolerância religiosa, fruto do seu forte apego às tradições do hinduísmo e budismo. É vez ou outra apresentada por direitistas para refutar a tosca relação diretamente proporcional entre pobreza e violência criada pela esquerda, pois embora os indianos sejam em geral muito mais miseráveis que a média brasileira, eles não se matam uns aos outros como nas grandes cidades de cá, precisamente por causa da sólida formação moral trazida por estas tradições.

Entretanto, os últimos acontecimentos tem apresentado uma Índia bem diferente do que muitos ocidentais, hippies e filhos de Gandhi imaginam. Reportagem do site AsiaNews.it denúncia uma grave onda de perseguição anti-cristã na região de Orissa, litoral leste da Índia. E não se trata de movimentos gays ofendidinhos com versículos da Bíblia ou de doutores frankensteins lutando pela pesquisa em células-tronco embrionárias. É violência explícita, pura e simples.

No total, já foram 60 mortos, 18 mil feridos, 178 igrejas destruídas, 4600 casas queimadas, 13 escolas e centros sociais vandalizados e mais de 50 mil refugiados.

A autoria da violência é atribuída a grupos nacionalistas hindus e dura desde o final de agosto. As autoridades estaduais solicitaram a ajuda do governo central, que enviou forças paramilitares para conter o confronto. Porém, a violência não diminuiu e os cristãos, inclusive a Igreja Católica do país, acusam o governo de omissão.