Governo da Turquia propõe a criação de um serviço estatal de e-mails que associará cada cidadão do país a um endereço específico para correspondência vitual - aqueles nascidos após a implantação do projeto já viriam ao mundo com um correio eletrônico todo seu, inscrito na própria identidade do sujeito. Em jogo, a possibilidade das autoridades governamentais turcas terem acesso fácil e rápido a boa parte da comunicação travada na internet (logo, a boa parte da comunicação) pelos habitantes daquela nação islâmica.
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domingo, 6 de dezembro de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Hare Bhabhi!
O Ministério da Informação da Índia recorreu em junho a uma lei recente(2000) para obrigar os provedores de acesso à internet no país a bloquearem a entrada em popular (60 milhões de visitas por mês, por volta de 80% delas originárias da própria Índia) site dedicado às aventuras de Savita Bhabhi, personagem de quadrinhos eróticos criada por Puneet Agarwal, inglês de origem indiana. Com inequívoco conteúdo "lascivo" e aparentemente capaz de "corromper e depravar" as pessoas que acessarem - acidentalmente, imagina-se! ou já seriam algo corrompidos, né? - o aterrador material, o trabalho de Puneet está agora oficialmente vetado aos indianos pelos valorosos censores governamentais, sempre ansiosos para impedir a perdição das dezenas de milhões de almas infelizes que, coitadas, se mostram sempre incapazes de resistir por si próprias às tentações do nefando onipresente.
terça-feira, 2 de junho de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
O rato que ruge
No ano passado, a blogueira cubana Yoani Sánchez ganhou o Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital, honraria a ela concedida pelo prestigioso jornal espanhol El País - mas não pôde receber a comenda, pois sua viagem à pátria-mãe do cárcere ilhéu em que vive foi impedida pela quase cinquentenária nomenklatura habanera, respondendo sem dúvida ao desejo último dos inesgotáveis irmãos Castro, Cérberos máximos do quase mitológico Hades(elísio para uns, horror para outros) caribenho. Distante do céu que lhe confiscaram, restou à alma de Yoani manter o voô turbulento que ainda lhe permitem - o site Generacion Y, atualizado via tropicais artimanhas em lan houses e cibercafés hoteleiros tolerados pelo regime como salamaleque adicional (espécies de jineteras virtuais) para os europeus que compram folclore político e decadentismo urbano com moeda forte. Sofrendo o pão que o burocrata amassou para atualizar uma mera página de oposição ao regime vigente, a internauta mais famosa de Cuba ainda pode se dar por satisfeita - incomodasse via internet os poderes estabelecidos em países outros (ou não) e nossa musa involuntária poderia estar em cela de cadeia ou mesmo acolchoado(?) manicomial, acusada de fofoca virtual ou ensandecimento puro e simples.
Mas a sacanagem libertária tarda, jamais falha: em genial peça publicitária criada para a Sociedade Internacional pelos Direitos Humanos, a seção frankfurtiana da agência Ogilvy mostra o algoz de Yoani, Raúl Castro - e também Chávez e Ahmadinejad - entregando completamente a cuba libre diante da ameaçadora presença de um... Mouse, esse elemento periculoso que tende a ser cada vez mais controlado (e instrumentalizado) pelos facínoras alucinados de todos os cantos. Um humor que você não verá no Gramna - e que a quase totalidade dos cubanos, infelizmente, ainda não verá em lugar algum.
Mas a sacanagem libertária tarda, jamais falha: em genial peça publicitária criada para a Sociedade Internacional pelos Direitos Humanos, a seção frankfurtiana da agência Ogilvy mostra o algoz de Yoani, Raúl Castro - e também Chávez e Ahmadinejad - entregando completamente a cuba libre diante da ameaçadora presença de um... Mouse, esse elemento periculoso que tende a ser cada vez mais controlado (e instrumentalizado) pelos facínoras alucinados de todos os cantos. Um humor que você não verá no Gramna - e que a quase totalidade dos cubanos, infelizmente, ainda não verá em lugar algum.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Como não sei moderar os comentários, a polícia me ajuda
Dezoito pessoas no Japão tiveram seus computadores e celulares confiscados pela polícia e estão sendo processadas por difamação. O difamado é um comediante que iniciou sua carreira com o apelido "o ex-bandidão de Adachi", na época em que uma garota foi morta e soterrada em concreto em Adachi. Os 18 réus são acusados de escrever comentários no blog do comediante insinuando que ele seja o assassino. O comediante chegou até mesmo a moderar os comentários por um tempo, mas deve ter achado muito cansativo.
Dizem que a prática do "enjo" (inundação com mensagens difamatórias) é um problema sério no Japão: pessoas públicas analfabetas tecnologicamente querem todas as vantagens da nova mídia publicitária mas não admitem pagar o ônus. Nada mais justo que pedir ao Estado que resolva seus problemas de imagem.
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sábado, 22 de novembro de 2008
Site de relacionamentos nos EUA cede à pressão judicial e extende o serviço a homossexuais
Reportagem do WorldNetDaily:
O site norte-americano eHarmony.com, que organiza e provê o serviço de encontros amorosos objetivando o matrimônio, não incluía no serviço a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um dos motivos é que em muitos estados o casamento gay é proibido. Entretanto, o site foi forçado a incluí-lo, após ser processado em 2005 por um homossexual em Nova Jersey, que afirma que foi negado o seu pedido para criar um perfil, para buscar um relacionamento com outro homem, acusando o eHarmony portanto de discriminação. O processo deu inicio a uma investigação pelo governo daquele Estado. Em 2007, uma lésbica da Califórnia acionou o o site na justiça pelos mesmos motivos e os advogados transformar a ação em coletiva, em nome de toda a classe homossexual. Por fim, o eHarmony terminou por ceder às pressões e incluirá a partir de março do ano que vem o serviço para homossexuais.
Comentário:
Puro bullshit. Puro hoax. Existem centenas de sites que já fazem o serviço que o eHarmony não fazia. Bastaria que um desses ofendidinhos os acessassem. Escrevam no Google "online dating", "namoro online" ou qualquer outra expressão semelhante e encontrarão. Se assediam judicialmente um dos pouquíssimos sites a não oferecer o serviço gay, é porque têm uma agenda política e não um caso de defesa do consumidor.
Você deve estar perguntando agora porque eu ainda não levantei a hipótese de os gays simplesmente criarem o seu site exclusivo de relacionamentos amorosos. É simples: o movimento gay é de esquerda, e os esquerdistas não costumam acreditar em livre-empreendedorismo. Muito menos em liberdade de expressão.
O site norte-americano eHarmony.com, que organiza e provê o serviço de encontros amorosos objetivando o matrimônio, não incluía no serviço a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um dos motivos é que em muitos estados o casamento gay é proibido. Entretanto, o site foi forçado a incluí-lo, após ser processado em 2005 por um homossexual em Nova Jersey, que afirma que foi negado o seu pedido para criar um perfil, para buscar um relacionamento com outro homem, acusando o eHarmony portanto de discriminação. O processo deu inicio a uma investigação pelo governo daquele Estado. Em 2007, uma lésbica da Califórnia acionou o o site na justiça pelos mesmos motivos e os advogados transformar a ação em coletiva, em nome de toda a classe homossexual. Por fim, o eHarmony terminou por ceder às pressões e incluirá a partir de março do ano que vem o serviço para homossexuais.
Comentário:
Puro bullshit. Puro hoax. Existem centenas de sites que já fazem o serviço que o eHarmony não fazia. Bastaria que um desses ofendidinhos os acessassem. Escrevam no Google "online dating", "namoro online" ou qualquer outra expressão semelhante e encontrarão. Se assediam judicialmente um dos pouquíssimos sites a não oferecer o serviço gay, é porque têm uma agenda política e não um caso de defesa do consumidor.
Você deve estar perguntando agora porque eu ainda não levantei a hipótese de os gays simplesmente criarem o seu site exclusivo de relacionamentos amorosos. É simples: o movimento gay é de esquerda, e os esquerdistas não costumam acreditar em livre-empreendedorismo. Muito menos em liberdade de expressão.
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sábado, 11 de outubro de 2008
Largas passadas.
97% das casas com Internet em banda larga de alta velocidade, provavelmente a nação mais "conectada" do mundo. Em um discurso recente o presidente dessa nação se diz preocupado com a "infodemia" e defende enfaticamente um projeto ambicioso e controverso. Qualquer site noticioso sujeito à mesma regulação que as outras mídias; uma comissão que pode tirar do ar um web post por ao menos 30 dias enquanto analisa a validade de alguma acusação formal. Aulas de netiqueta para crianças a partir de 7 anos de idade. Usuários de fóruns virtuais e salas de bate-papo obrigados a realizar registros verificáveis usando seus nomes reais. Embora discutido em vários níveis em vários países do mundo, a Coréia da Sul será provavelmente não apenas pioneira, mas a democracia que mais longe estará indo na direção de impor vários tipos de restrição ao acesso à rede mundial.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Pornografia a 20.000 pés?
E as autoridades ao redor do mundo começam a debater a possibilidade de /restringir/ o acesso à Internet gratuita sem-fio nos espaços públicos. Em um caso controverso recente a direção do aeroporto de Denver decidiu bloquear o acesso a sites que consideram "moralmente ofensivos". Agora, um sindicato de assistentes de vôo está solicitando o mesmo tipo de bloqueio das companhias aéreas que pretendem oferecer o serviço, com um "pequeno" acréscimo no valor da passagem, preocupação supostamente compartilhada por parte dos usuários. A American Airlines é uma das companhias áreas cujo acesso à Internet em vôo tem sido testado.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
A Mozilla é a nova Microsoft?
OK, o Internet Explorer nem sequer merece ser reconhecido como navegador, mas a Mozilla pode estar também seguindo uma lógica que restringe nossa liberdade na rede. Minha principal reclamação quanto ao Firefox até então eram seus inexplicáveis requisitos de memória (por experiência, eu iniciei o navegador com apenas duas abas: duas páginas basicamente de texto puro -- uma com uma única imagem leve e a outra com algumas tabelas e um formulário -- e isso consumiu 400 MB de RAM!). Mas pode ser pior. A Mozilla pode estar tentando tornar os usuários dependentes de sua plataforma. A empresa criou seu próprio formato, anunciou-se como pretenso padrão para uma Internet livre e exortou os desenvolvedores a criar extensões para seu navegador. Quantos de nós já não nos tornamos dependentes de um ou mais extras do Firefox? O quanto isso nos dificulta a adoção de navegadores "alternativos", mais rápidos e leves? Várias das extensões do Firefox fazem parte natural de outros navegadores que no entanto têm seu uso prejudicado porque boa parte das home pages sequer são testadas neles. Peço a atenção do leitor para as inúmeras questões envolvendo a restrição ao uso livre da Internet. A questão é muito mais complicada e merecerá vários posts.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Google censor
O Google, talvez inspirado pela sua experiência na China, removeu do Orkut comunidade pró-legalização das drogas e um de seus moderadores. Eu mesmo integrava a comunidade e lembro dela como espaço distante de apologias ao consumo de quaisquer substâncias ilícitas - havia mesmo uma nítida preocupação em evitar posts nesse sentido.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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