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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Frescura olímpica: COI investigará comemoração regada a cerveja e charutos

Do UOL Esporte:

O Comitê Olímpico Internacional, preocupadíssimo com os esportistas e as criancinhas de todo o mundo, investigará se houve excessos na comemoração da equipe canadense de hóquei sobre o gelo feminino. As jogadoras, após a cerimônia das medalhas, voltaram ao rink - oh, horror! - trazendo garrafas de champanhe, latas de cerveja e charutos para celebrar com a torcida local. O COI ficou tão chocado quanto a FIFA ano passado ao ver nosso selecionado agradecer a Jesus Cristo - ainda dentro das quatro linhas - a suada vitória na Copa da Confederações. Como comentou o colega Svaluto, em breve teremos manuais de como celebrar a vitória esportiva.

Com isto, a entidade bate novamente seu próprio recorde de cretinice e hipocrisia, após tentar (através do COB) e felizmente não conseguir censurar o livro "Esporte, Educação e Valores Olímpicos" da professora uspiana Kátia Rubio pelo simples fato de utilizar termos como "olímpico" e "jogos olímpicos" - que segundo o COI é sua propriedade intelectual, e obrigar a rede de fast-foods aborígene Four Host First Nations a retirar a palavra "burger" do cardápio, a fim de torná-la exclusiva do MacDonald's, patrocinador oficial.

Como vemos, o COI é muito valente para defender a pureza dos jogos contra essas jogadoras tabagistas, acadêmicas oportunistas e esquimós mal-intencionados. Bem-intencionados mesmo são os nazistas (Berlim 1936), soviéticos (Moscou 1980) e chineses (Pequim 2008)! Estes sim encarnam o verdadeiro espírito olímpico®!

domingo, 24 de agosto de 2008

Resumo dos Jogos da Nova Era

Estas Olimpíadas foram marcadas pela farsa e pela manipulação. Os comunistas fizeram de tudo para dar uma boa aparência à situação. Reportagem da Folha resume os esforços de propaganda e de maquiagem para causar boa impressão aos visitantes, atletas, imprensa e público mundial:
  1. A polícia foi às residências de ativistas políticos "pedí-los" para que deixassem a cidade durante os Jogos. Quem não quis deixá-la foi preso (exemplo: o ativista cristão Hua Huiqi);
  2. O governo oficialmente (cretinamente, melhor dizendo) permitiu a organização de protestos, desde que os manifestantes tivessem autorização. Dos 77 pedidos feitos, nenhum foi autorizado, evidentemente;
  3. Foi criada uma lista de 21 proibições de assuntos para a imprensa, entre os quais os protestos, problemas de segurança, emergências em competições e a censura à Internet.
Uma última nota: não é surpreendente a vitória da China no quadro de medalhas. Não é a primeira vez que uma ditadura lidera os Jogos, ainda mais sendo o país-sede. E, considerando a falta de moral e caráter do COI, chamadas por este de "espírito olímpico" e de "neutralidade" (o nosso grande Rui Barbosa chamaria de covardia), não será a última.