Da Folha Online:
Depois de se engajar recentemente contra a grande ameaça à cultura afro-brasiliana que é a Universal Studios do Reino de Deus, os valentes do Ministério Público agora entram na luta contra o preconceito nas passarelas da moda, mais especificamente nas passarelas do São Paulo Fashion Week. A proposta dos acólitos da igualdade é obrigar as grifes a utlizar uma cota mínima de modelos negros em seus desfiles. Diz a promotora Déborah Kelly Affonso, proponente da medida:
O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar.
Nós do blog esperamos que os corajosos promotores, imbuídos do sentimento de amor à justiça social e diante de flagrante prova do preconceito reinante no mundo da moda, proponha também cotas para modelos de outras raças. Ou, sendo ainda mais ousados, proporem cotas também para modelos feias, pseudo-belas, feinhas arrumadas, baranguinhas e monstras em geral. Mais ainda, os arautos da justiça deveriam propor cotas para estilistas heterossexuais machos do sexo masculino, já que também é evidente o preconceito que há por parte das grifes contra essa classe.
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domingo, 12 de abril de 2009
terça-feira, 24 de junho de 2008
Os tribunais raciais brasileiros
Artigo do jornalista Ali Kamel acusa: o Brasil tem tribunais raciais muito bem estabelecidos em pelo menos duas universidades públicas - a Universidade de Brasília(UNB) e a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul. Nos dois casos, se um grupo de notáveis não reconhecer um candidato às cotas raciais como negro ou pardo - decisão que é emitida após um avançadíssimo processo que inclui análises de achatamento nasal e quantidade de melanina -, o estudante não pode pleitear a cota - e na UNB ele é simplesmente excluído do vestibular, aparentemente por ter "mentido" sobre a sua negritude.
Mas há sempre uma esperança: talvez o candidato "mais clarinho" possa comover o tribunal da UNB provando que já namorou uma mulata...
Mas há sempre uma esperança: talvez o candidato "mais clarinho" possa comover o tribunal da UNB provando que já namorou uma mulata...
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