No meu post anterior, referi-me ao massacre ocorrido na Ucrânia, quando o Partido Comunista Soviético matou de fome deliberadamente entre 8 e 10 milhões de pessoas num curto período de tempo (1932-1933), evento conhecido pelos ucranianos como Holodomor, que no idioma local significa "fome-genocídio".
Pois bem. Segue abaixo, com maior ênfase, um importante site que lida com este assunto, tabu na imprensa e na universidade e que tende a ser esquecido dados os esforços empreendidos pelo atual regime russo para resgatar a imagem do Guia dos Povos Josef Stalin.
http://www.faminegenocide.com/ - Famine Genocide (em inglês).
Que Deus ilumine as cabeças dos Spielbergs e não deixe isto passar em branco...
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Cretinos demais: comunistas na Rússia acusam atriz de novo 007 de traição.
A reportagem é da Associated Press, em São Petersburgo.
O Partido Comunista em São Petersburgo acusou em carta a atriz ucraniana Olga Kurylenko, que interpreta uma Bond Girl no novo filme da série 007, de haver traído suas origens. O motivo, segundo os comunistas, é que ela, após ter recebido tudo da União Soviética, resolve participar de um filme que só faz matar centenas de "soviéticos e cidadãos de outros países: cubanos, vietnamitas, norte-coreanos, chineses e nicaragüenses" e que ainda por cima, segundo um líder do partido, faz guerra psicológica ao retratar uma ucraniana dormindo com um americano.
Comentário:
Sim, caros leitores. Que terrível ato de traição foi cometido por esta bela moça! Imaginem o quanto a Srta. Kurylenko deve ao regime que matou deliberadamente de fome 8 a 10 milhões dos seus conterrâneos e ainda deixou para sua pátria o pior desastre ambiental da História. Oh horror! Fazer filme tão depreciativo dos soviéticos e seus equivalentes na China, em Cuba, na Coréia do Norte e no Vietnam. E imaginem a malícia desses hollywoodianos, provocando danos psicológicos irreversíveis nos espectadores ao mostrar uma cena tão picante quanto o beijo entre o agente britânico e a agente boliviana (não há sexo entre Bond e a Bond Girl no filme).
O Partido Comunista em São Petersburgo acusou em carta a atriz ucraniana Olga Kurylenko, que interpreta uma Bond Girl no novo filme da série 007, de haver traído suas origens. O motivo, segundo os comunistas, é que ela, após ter recebido tudo da União Soviética, resolve participar de um filme que só faz matar centenas de "soviéticos e cidadãos de outros países: cubanos, vietnamitas, norte-coreanos, chineses e nicaragüenses" e que ainda por cima, segundo um líder do partido, faz guerra psicológica ao retratar uma ucraniana dormindo com um americano.
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Sim, caros leitores. Que terrível ato de traição foi cometido por esta bela moça! Imaginem o quanto a Srta. Kurylenko deve ao regime que matou deliberadamente de fome 8 a 10 milhões dos seus conterrâneos e ainda deixou para sua pátria o pior desastre ambiental da História. Oh horror! Fazer filme tão depreciativo dos soviéticos e seus equivalentes na China, em Cuba, na Coréia do Norte e no Vietnam. E imaginem a malícia desses hollywoodianos, provocando danos psicológicos irreversíveis nos espectadores ao mostrar uma cena tão picante quanto o beijo entre o agente britânico e a agente boliviana (não há sexo entre Bond e a Bond Girl no filme).
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