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sábado, 19 de setembro de 2009

Censura à web aumenta no sudeste asiático

Governos sem recursos técnicos usam coersão e intimidação num esforço para suprimir críticas online (Wall Street Journal, 14 de setembro de 2009). Tradução livre de alguns trechos:
Malásia, Tailândia e Vietnã não possuem o tipo de tecnologia e os recursos financeiros que a China e outros países grandes usam para policiar a internet. As nações do sudeste asiático estão usando outros métodos - também vistos na China - para reprimir críticas, incluindo a prisão de blogueiros e indivíduos que publicam pontos de vista controversos online.

A Malásia recentemente tem usado sua legislação da era colonial, que permite detenção por até dois anos sem julgamento, para amordaçar blogueiros. A Tailândia tem contado com sua recém-criada Lei de Crimes Digitais para reduzir críticas à sua família real e limitar a divulgação do que o governo chama de material subversivo. O Vietnã, um país comunista autoritário [como se houvesse "comunismo democrático"], tem prendido pessoas pegas postando idéias contrárias à política governamental, e prendem também os advogados que tentam defendê-las.
Há também um infográfico interessante, com o mapa das mordaças e acesso à rede (Coréia do Norte e Irã impressionam, como sempre).



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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sexo à iraniana

Na primeira metade do século XX, duas distopias inglesas apresentaram visões muito diferentes da relação entre liberdade e sexo: em Admirável Mundo Novo(1932), o Estado censor e ultraplanejado alimenta um erotismo orgiástico, uma sensualidade desprovida tanto de função reprodutiva quanto de qualquer vestígio amoroso; em 1984(1949), por outro lado, o totalitarismo é associado explicitamente à castração - e o simples intercurso sexual ganha contornos libertários, seja através da fingida adesão à castidade de Julia ou na frouxa esperança depositada por Smith nos proles algo licenciosos. A questão é interessante e pode render bons debates; nesse sentido, talvez seja importante acompanharmos as observações da antropóloga iraniano-americana Pardis Mahdavi sobre o atual estado da moral sexual na República Islâmica do Irã - país que ainda apedreja adúlteras e proíbe manicures em nome de Deus. Em resenha do livro, a pesquisadora Laura Secor faz as perguntas pertinentes: qual é o real potencial subversivo de um underground profundamente sexualizado em uma sociedade reprimida? O quanto sexo casual e adultério podem significar desafio à autoridade e emancipação feminina - e o quanto esse comportamento apenas representa falta de perspectivas e adolescimento tardio, fenômenos hoje tão comuns em parte da juventude ocidental? Nesses primeiros anos do século XXI, questões como essa ainda precisam ser respondidas - ou ao menos perguntadas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Jornalista e militante feminista é condenada a dez chibatadas e seis meses de prisão no Irã.

Comentário: o movimento feminista, tão empenhado em denunciar o machismo exacerbado e a "hipocrisia" do Ocidente toda vez que um homem deixa a mulher entrar primeiro pela porta ou quando ele puxa a cadeira para ela se sentar, deixa passar em branco perseguições terríveis (e oficiais) às mulheres no regime dos aiatolás revolucionários e em tantos outros regimes islâmicos. Será que desta vez as feministas do ocidente se lembrarão que existem mulheres no Oriente também, assim como o movimento gay recentemente se lembrou que existem homossexuais em Cuba?

Publicado em: 22/04/2008 13:43

Jornalista é condenada a seis meses de prisão e dez chibatadas no Irã

Redação Portal IMPRENSA*

A jornalista e militante feminista iraniana Nasrin Afzali foi condenada a seis meses de prisão e a dez chibatadas, informou na última segunda-feira (22) o jornal Etemad Melli.

De acordo com seu advogado, Mohammad Mostaphaie, Afzali foi considerada culpada por "perturbar a ordem pública por ter participado de uma manifestação em março de 2007 em frente ao tribunal revolucionário de Teerã", que julgaria várias feministas.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Discriminação e intolerância nas escolas do Irã

Nova publicação da Freedom House analisa os currículos de escolas do Irã e mostra que nelas são bastante incentivadas a discriminação às mulheres e a hostilidade ao Ocidente. Para fazer o download da publicação, de título Discrimination and Intolerance in Iran's Textbooks, basta clicar aqui.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Irã fecha nove revistas

De acordo com o Ministério de Cultura e Orientação Islâmica daquele país, as revistas foram fechadas por "utilizar fotos de artistas, em especial de estrelas estrangeiras corruptas, como instrumentos para despertar o desejo e publicar detalhes sobre suas vidas decadentes". Como informa a notícia do jornal El País, esse tipo de censura tem sido freqüente no governo de Mahmud Ahmadinejad.