terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Nepal: de Mao a pior

Há apenas seis meses no poder e pouco mais de dois anos depois do abandono(?) da luta armada, os maoístas do Partido Comunista do Nepal já exibem garbosos as suas credenciais democratas: no alvo, inimigos políticos, jornais opositores,religiosos,prostitutas e até concurso para Miss Nepal, eventinho sabidamente machista e contra-revolucionário - bem ao contrário do Camarada Mao, timoneiro notório pela forma sensível e romântica (quase burguesa!) com que tratava o - perdoem o reacionarismo - belo sexo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Libertas quae sera tamen: pugilista cubano do Pan 2007 consegue alforria

Do UOL Esporte:

Guillermo Rigondeaux, um dos dois boxeadores cubanos que haviam fugido da delegacia cubana nos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro, finalmente conseguiu fugir do cárcere insular e está em Miami, nos EUA. O outro, Erislandy Lara, havia conseguido a alforria em junho do ano passado, quando fugiu para a Alemanha. Ambos fugiram pelo México.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Repórteres presos na Índia por falar mal do islamismo

Do WorldNetDaily:

Dois repórteres do jornal indiano Statesman foram presos por republicarem artigo do britânico Independent que chama o Islam de opressivo e fala que o profeta Maomé teve relações sexuais com um menina de 9 anos e ordenou a matança de judeus que não quiseram se converter. Ambos acabaram cedendo à pressão dos maometanos ofendidinhos, que invocaram inclusive uma lei que torna ilegal a "intenção maliciosa" em "ofender sentimentos religiosos". Os repórteres foram liberados mediante fiança.

Agora é oficial: está instituída na Índia a polícia do pensamento. Nada impressionante para os padrões brasileiros, é verdade...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pintando cadáveres

Mais dois na conta de Vlad, o ex-agente da KGB que é dublê de premiê e pintor na Rússia: na segunda-feira, um advogado que lutava contra a libertação de coronel que é assassino confesso foi morto a tiros no centro de Moscou por um homem mascarado, que ainda atingiu também fatalmente uma jornalista que acompanhava o alvo do ataque. Yuri Budanov, o militar libertado, assumiu ter enforcado a jovem tchechena Heda Kungayeva em 2000 - o que explicou acusando-a de integrar a irridente insurgência separatista de região.

Não se sabe ainda (e talvez jamais se saiba) se houve ordem direta do Kremlin para assassinar o advogado - Budanov é um herói para vários grupos nacionalistas russos que podem perfeitamente ter planejado e executado o crime sem qualquer participação estatal. Mas sabemos também que é característica de diferentes regimes de força de ontem - ver fascismo italiano e nazismo, por exemplo - e de hoje - o post abaixo é um dentre muitos exemplos possíveis sob o Chavismo - contar exatamente com milícias e afins que farão parte do trabalho sujo mais ou menos independentes do poder central, alimentadas por diferentes graus de impunidade e por lideranças carismáticas (ler Ian Kershaw para Hitler) cujos desígnios e tendências muitas vezes são apenas sugeridos a fiéis que se acostumam a deduzir quais seriam as melhores expressões concretas para a única fonte real de legitimidade, a "vontade do líder". Certamente a Rússia de Putin não é um fascismo, mas esse e outros fatos ocorridos sob a égide do ex-presidente (e ainda mandatário-mor) nos deixam claro que ela também está muito longe de ser uma democracia.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Liberdade política e liberdade econômica no mundo

A Freedom House e a Heritage Foundation publicaram índices sobre o grau de liberdade dos países. O primeiro trata da liberdade política; o segundo, da econômica.