Da Folha Online:
Depois de se engajar recentemente contra a grande ameaça à cultura afro-brasiliana que é a Universal Studios do Reino de Deus, os valentes do Ministério Público agora entram na luta contra o preconceito nas passarelas da moda, mais especificamente nas passarelas do São Paulo Fashion Week. A proposta dos acólitos da igualdade é obrigar as grifes a utlizar uma cota mínima de modelos negros em seus desfiles. Diz a promotora Déborah Kelly Affonso, proponente da medida:
O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar.
Nós do blog esperamos que os corajosos promotores, imbuídos do sentimento de amor à justiça social e diante de flagrante prova do preconceito reinante no mundo da moda, proponha também cotas para modelos de outras raças. Ou, sendo ainda mais ousados, proporem cotas também para modelos feias, pseudo-belas, feinhas arrumadas, baranguinhas e monstras em geral. Mais ainda, os arautos da justiça deveriam propor cotas para estilistas heterossexuais machos do sexo masculino, já que também é evidente o preconceito que há por parte das grifes contra essa classe.
domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Sob a névoa da guerra
Isabela Boscov, na Veja, escreve sobre o filme Katyn, de Andrzej Wajda, que também foi comentado por Anne Applebaum.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
Lei anti-fumantes é aprovada em SP
Do UOL Notícias:
Conforme esperado (e antecipado por nosso blog), o legislativo do Estado de São Paulo aprovou com maioria esmagadora a lei proposta pelo governador José Serra que proibe o fumo em quaisquer recintos coletivos dentro do Estado. A lei prevê inclusive a prisão imediata do fumante ou do responsável pelo espaço coletivo que não obedecerem a proibição.
Por incrível que pareça (ou talvez não tanto), a bancada do PT votou contra, e na reportagem um dos parlamentares petistas disse o óbvio: a lei jogará as pessoas umas contra as outras e agride as liberdades individuais. Cabe aqui o ressaltar o que dissemos quando publicamos o primeiro post:
O único resultado possível desses empreendimentos (e o único que esses inimigos da liberdade travestidos de amigos da humanidade desejam) é conversão de sociedades livres, ordeiras e pacíficas em grandes hordas de intolerantes, grosseiros, frescos e acima de tudo submissos ao governo "científico", "racional" e "laico".
Conforme esperado (e antecipado por nosso blog), o legislativo do Estado de São Paulo aprovou com maioria esmagadora a lei proposta pelo governador José Serra que proibe o fumo em quaisquer recintos coletivos dentro do Estado. A lei prevê inclusive a prisão imediata do fumante ou do responsável pelo espaço coletivo que não obedecerem a proibição.
Por incrível que pareça (ou talvez não tanto), a bancada do PT votou contra, e na reportagem um dos parlamentares petistas disse o óbvio: a lei jogará as pessoas umas contra as outras e agride as liberdades individuais. Cabe aqui o ressaltar o que dissemos quando publicamos o primeiro post:
O único resultado possível desses empreendimentos (e o único que esses inimigos da liberdade travestidos de amigos da humanidade desejam) é conversão de sociedades livres, ordeiras e pacíficas em grandes hordas de intolerantes, grosseiros, frescos e acima de tudo submissos ao governo "científico", "racional" e "laico".
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sábado, 21 de março de 2009
Free virilha
Para além daqueles centímetros cúbicos cerebrais do clássico-mor orwelliano, o controle sobre o próprio corpo (que não guarda semelhança alguma com a pregação do abortismo sem fronteiras, convenientemente cego para o ente estranho em formação que lhe atrasa o discurso e a vida - e a morte) é um dos últimos refúgios do indivíduo contra o totalitarismo. Por essa característica, é preciso sempre defendê-lo do mais tênue esboço de ameaça, mesmo em ambientes tradicionalmente avessos inclusive a autoritarismos e estatismos bem mais banais que a distopia de Eric Blair - como é o caso dos Estados Unidos da América, cujo simpático estado de New Jersey (Jersey, para Philip Roth, Caio Blinder e outros menos cotados) é o verdadeiro e tardio protagonista desse post.
Por lá, as filhas da revolução americana por pouco não se viram impedidas pelo Estado (e pelo estado também) de adotarem um dos mais bem-sucedidos produtos brasileiros de exportação cultural em toda a nossa história de glórias civilizacionais - a famosa brazilian wax, depilação íntima algo radical que aparentemente faz sucesso até no nada cálido (biquínis diminutos na origem da arte, segundo a historiografia pertinente) nordeste dos EUA. Felizmente, a Comissão de Cosmetologia(!) e Cabeleireiros(!!) de Jersey parece ter entendido que dois acidentes - a justificativa para a proibição - não podem condenar absolutamente uma prática cosmética e comercial - numa interpretação de um arroubo revolucionário pró-livre mercado impressionante, coisa surpreendente mesmo.
Mas não se preocupem, amigos estatistas: haverá o dia em que um acidente - ou uma suspeita de - será suficiente para interessar o Estado em toda e qualquer atividade que um indivíduo possa realizar - inclusive brincar com sua prole em piscininha, recuperando outro clássico anglo-saxão desse nosso blog.
Por lá, as filhas da revolução americana por pouco não se viram impedidas pelo Estado (e pelo estado também) de adotarem um dos mais bem-sucedidos produtos brasileiros de exportação cultural em toda a nossa história de glórias civilizacionais - a famosa brazilian wax, depilação íntima algo radical que aparentemente faz sucesso até no nada cálido (biquínis diminutos na origem da arte, segundo a historiografia pertinente) nordeste dos EUA. Felizmente, a Comissão de Cosmetologia(!) e Cabeleireiros(!!) de Jersey parece ter entendido que dois acidentes - a justificativa para a proibição - não podem condenar absolutamente uma prática cosmética e comercial - numa interpretação de um arroubo revolucionário pró-livre mercado impressionante, coisa surpreendente mesmo.
Mas não se preocupem, amigos estatistas: haverá o dia em que um acidente - ou uma suspeita de - será suficiente para interessar o Estado em toda e qualquer atividade que um indivíduo possa realizar - inclusive brincar com sua prole em piscininha, recuperando outro clássico anglo-saxão desse nosso blog.
domingo, 15 de março de 2009
Opositor deixa o Vladimir Putin e é internado à força em hospício
Da AFP (UOL Notícias):
Demonstrando mais uma vez que a democracia russa é só para ingleses, americanos, franceses e outros trouxas ocidentais verem, o Kremlin retoma mais uma costumeira prática dos seus tempos áureos soviéticos: internar opositores em hospícios.
Há uma semana, um tribunal em São Petersburgo aceitou a "solicitação" de um centro psiquiátrico para internar Vadim Charuchev, criador e organizador de uma rede de debates na internet com o nome de "V Kontakte" (Em contato), que critica abertamente o regime de Putin. O detalhe mais bonito é que o pobre louco foi internado sem que qualquer diagnóstico fosse feito.
Demonstrando mais uma vez que a democracia russa é só para ingleses, americanos, franceses e outros trouxas ocidentais verem, o Kremlin retoma mais uma costumeira prática dos seus tempos áureos soviéticos: internar opositores em hospícios.
Há uma semana, um tribunal em São Petersburgo aceitou a "solicitação" de um centro psiquiátrico para internar Vadim Charuchev, criador e organizador de uma rede de debates na internet com o nome de "V Kontakte" (Em contato), que critica abertamente o regime de Putin. O detalhe mais bonito é que o pobre louco foi internado sem que qualquer diagnóstico fosse feito.
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sábado, 7 de março de 2009
Ministério Público, um encosto federal
Você acredita que sacrificar animais, despachar baixas gastronomias pelos cantos da urbe e conclamar finados de moral controversa para desígnios duvidosos não são exatamente coisas espiritualmente engrandecedoras? Acha que um ente chamado Zé Pilintra está mais para etílico mineiro que entidade sobrenatural benfazeja? Recusa-se a enxergar honestidade em adultos protagonizando sacudidelas e saltitos entremeados por urros, infantilismos vocais e batucadas - e sem abadás ou Ivete Sangalo nas proximidades? Cuidado: no Brasil de Molusco e no mundo de Barack, você pode estar cometendo um crime - e em não muito tempo talvez seja tratado por aqui tal qual um molecote revisionista gaúcho pego alimentando um site neonazi qualquer.
Na última quinta-feira, o sempre atuante (que orgulho...) Ministério Público Federal decidiu dar mais um passo na sua gloriosa e já ancestral luta contra os horrores da liberdade de expressão que insistem em se manifestar - qual sobrenaturais zombeteiros - na nossa viçosa terra papagalli: o ilibado órgão defensor de todos nós entrou com uma ação na Justiça contra as redes de tv Record e Gazeta, que exibem programas da Igreja Universal acusados de ofenderem religiões de origem africana - incluindo malignas associações dessas manifestações religiosas com, vejam vocês, termos como "feitiçaria" e "macumba", depreciações notoriamente alheias a essas práticas afro-descendentes. Como pena por tão atrozes comentários, o MPF exige que as redes paguem 13,6 (Record) e 2,4(Gazeta) milhões de reais - além de multas diárias de mais 10 mil dinheiros se insistirem em veicular as tais mensagens inaceitáveis.
Não tenho qualquer simpatia pela igreja do Sr.Macedo, a mais famosa filha do Méier - muito pelo contrário, abomino a sua doutrina da prosperidade e suas consequências (ainda a serem melhor estudadas, tema fundamental e negligenciado) aparentes sobre a população deslumbrada e ignaríssima que compõe a principal clientela do Templo; em mais de um sentido, a bem-sucedida máquina de fazer dinheiro e eleger políticos da Av.Suburbana me parece desde sempre perigo infinitamente maior ao futuro das liberdades no Brasil que as minguantes fileiras das religiões de matriz africana, Átila Nunes à parte. Apesar disso, não tenho como ceder à tentação e trair os princípios desse blog (e meus também, principalmente) e negar à Universal e aos seus bispos o direito de falarem o que bem entenderem sobre as religiões dos orixás, caboclos e quejandos - direito que não anula, antes protege, o direito de resposta daqueles supostamente ofendidos. É da própria natureza das religiões salvíficas (e a precária teologia da Universal é derivação de uma delas, por tosca que seja) assumirem exclusivismos e identificarem como inimigas as crenças (não os fiéis, necessariamente) concorrentes, exclusivistas ou não - e o grau de civilidade com o qual esses repúdios são apresentados é sempre resultado de equação complexa, a ser desvendada por sociólogos, historiadores, teólogos e assemelhados, não uma questão a demandar mediação de ente estatal qualquer.
Ao defender uma (mais uma) restrição aos direitos de expressão baseando-se no politicamente correto e em uma visão new wave do fenômeno religioso, o Ministério Público Federal protagoniza - talvez ainda mais do que Macedo e os dele - uma macabra e perigosíssima dança do capiroto sobre o futuro do Brasil.
Na última quinta-feira, o sempre atuante (que orgulho...) Ministério Público Federal decidiu dar mais um passo na sua gloriosa e já ancestral luta contra os horrores da liberdade de expressão que insistem em se manifestar - qual sobrenaturais zombeteiros - na nossa viçosa terra papagalli: o ilibado órgão defensor de todos nós entrou com uma ação na Justiça contra as redes de tv Record e Gazeta, que exibem programas da Igreja Universal acusados de ofenderem religiões de origem africana - incluindo malignas associações dessas manifestações religiosas com, vejam vocês, termos como "feitiçaria" e "macumba", depreciações notoriamente alheias a essas práticas afro-descendentes. Como pena por tão atrozes comentários, o MPF exige que as redes paguem 13,6 (Record) e 2,4(Gazeta) milhões de reais - além de multas diárias de mais 10 mil dinheiros se insistirem em veicular as tais mensagens inaceitáveis.
Não tenho qualquer simpatia pela igreja do Sr.Macedo, a mais famosa filha do Méier - muito pelo contrário, abomino a sua doutrina da prosperidade e suas consequências (ainda a serem melhor estudadas, tema fundamental e negligenciado) aparentes sobre a população deslumbrada e ignaríssima que compõe a principal clientela do Templo; em mais de um sentido, a bem-sucedida máquina de fazer dinheiro e eleger políticos da Av.Suburbana me parece desde sempre perigo infinitamente maior ao futuro das liberdades no Brasil que as minguantes fileiras das religiões de matriz africana, Átila Nunes à parte. Apesar disso, não tenho como ceder à tentação e trair os princípios desse blog (e meus também, principalmente) e negar à Universal e aos seus bispos o direito de falarem o que bem entenderem sobre as religiões dos orixás, caboclos e quejandos - direito que não anula, antes protege, o direito de resposta daqueles supostamente ofendidos. É da própria natureza das religiões salvíficas (e a precária teologia da Universal é derivação de uma delas, por tosca que seja) assumirem exclusivismos e identificarem como inimigas as crenças (não os fiéis, necessariamente) concorrentes, exclusivistas ou não - e o grau de civilidade com o qual esses repúdios são apresentados é sempre resultado de equação complexa, a ser desvendada por sociólogos, historiadores, teólogos e assemelhados, não uma questão a demandar mediação de ente estatal qualquer.
Ao defender uma (mais uma) restrição aos direitos de expressão baseando-se no politicamente correto e em uma visão new wave do fenômeno religioso, o Ministério Público Federal protagoniza - talvez ainda mais do que Macedo e os dele - uma macabra e perigosíssima dança do capiroto sobre o futuro do Brasil.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Nepal: de Mao a pior
Há apenas seis meses no poder e pouco mais de dois anos depois do abandono(?) da luta armada, os maoístas do Partido Comunista do Nepal já exibem garbosos as suas credenciais democratas: no alvo, inimigos políticos, jornais opositores,religiosos,prostitutas e até concurso para Miss Nepal, eventinho sabidamente machista e contra-revolucionário - bem ao contrário do Camarada Mao, timoneiro notório pela forma sensível e romântica (quase burguesa!) com que tratava o - perdoem o reacionarismo - belo sexo.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Libertas quae sera tamen: pugilista cubano do Pan 2007 consegue alforria
Do UOL Esporte:
Guillermo Rigondeaux, um dos dois boxeadores cubanos que haviam fugido da delegacia cubana nos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro, finalmente conseguiu fugir do cárcere insular e está em Miami, nos EUA. O outro, Erislandy Lara, havia conseguido a alforria em junho do ano passado, quando fugiu para a Alemanha. Ambos fugiram pelo México.
Guillermo Rigondeaux, um dos dois boxeadores cubanos que haviam fugido da delegacia cubana nos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro, finalmente conseguiu fugir do cárcere insular e está em Miami, nos EUA. O outro, Erislandy Lara, havia conseguido a alforria em junho do ano passado, quando fugiu para a Alemanha. Ambos fugiram pelo México.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Repórteres presos na Índia por falar mal do islamismo
Do WorldNetDaily:
Dois repórteres do jornal indiano Statesman foram presos por republicarem artigo do britânico Independent que chama o Islam de opressivo e fala que o profeta Maomé teve relações sexuais com um menina de 9 anos e ordenou a matança de judeus que não quiseram se converter. Ambos acabaram cedendo à pressão dos maometanos ofendidinhos, que invocaram inclusive uma lei que torna ilegal a "intenção maliciosa" em "ofender sentimentos religiosos". Os repórteres foram liberados mediante fiança.
Agora é oficial: está instituída na Índia a polícia do pensamento. Nada impressionante para os padrões brasileiros, é verdade...
Dois repórteres do jornal indiano Statesman foram presos por republicarem artigo do britânico Independent que chama o Islam de opressivo e fala que o profeta Maomé teve relações sexuais com um menina de 9 anos e ordenou a matança de judeus que não quiseram se converter. Ambos acabaram cedendo à pressão dos maometanos ofendidinhos, que invocaram inclusive uma lei que torna ilegal a "intenção maliciosa" em "ofender sentimentos religiosos". Os repórteres foram liberados mediante fiança.
Agora é oficial: está instituída na Índia a polícia do pensamento. Nada impressionante para os padrões brasileiros, é verdade...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Como não sei moderar os comentários, a polícia me ajuda
Dezoito pessoas no Japão tiveram seus computadores e celulares confiscados pela polícia e estão sendo processadas por difamação. O difamado é um comediante que iniciou sua carreira com o apelido "o ex-bandidão de Adachi", na época em que uma garota foi morta e soterrada em concreto em Adachi. Os 18 réus são acusados de escrever comentários no blog do comediante insinuando que ele seja o assassino. O comediante chegou até mesmo a moderar os comentários por um tempo, mas deve ter achado muito cansativo.
Dizem que a prática do "enjo" (inundação com mensagens difamatórias) é um problema sério no Japão: pessoas públicas analfabetas tecnologicamente querem todas as vantagens da nova mídia publicitária mas não admitem pagar o ônus. Nada mais justo que pedir ao Estado que resolva seus problemas de imagem.
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